
Estudos de genética judaica e o duplo padrom racial: Há um plano secreto?
por Paul Grubach
Numa tentativa de determinar o quanto o povo judeu difere do mundo não-judeu, cientistas israelenses têm conduzido estudos que mostram que judeus como um grupo diferem significantemente de não-judeus num sentido genético-biológico. 1 Como nós veremos logo a seguir, esta informação aparentemente estará sendo usada para discriminar contra não-judeus.
O que é ainda mais interessante sobre estes projetos de pesquisa é que eles ressaltam o duplo padrão hipócrita de dois pesos e duas medidas tão profundamente arraigados em certos segmentos da sociedade. É socialmente e moralmente aceitável para os judeus conduzir tais projetos de pesquisa. A antropóloga Roselle Tekiner sugeriu que investigações sobre a genética judaica podem ser motivadas por um desejo de "justificar" e impulsionar o nacionalismo sionista; a idéia de uma "raça judaica" com um conjunto especial de "genes judaicos" poderia servir para unir os judeus internacionalmente. 2 Não há nenhuma condenação pública ampla ou visível destas investigações, que certamente ocorreriam se outros conduzissem estudos similares. De fato, os judeus sionistas e seus apoiadores gentios provavelmente seriam os mais vocais de todos os protestantes, se por exemplo, se descobrisse que cientistas alemães ou ingleses estivessem tentando determinar o quanto os nórdicos diferem dos judeus e dos negros em um sentido genético-biológico, e esta informação fosse usada para implementar políticas racialmente discriminatórias.
Vejamos por exemplo o Dr. Jared Diamond, um proeminente cientista judeu e colunista da publicação "NATURAL HISTORY". Ele recentemente elogiou o novo livro do Professor Luigi Cavalli-Sforza, "GENES, PEOPLES, AND LANGUAGES" (Genes, povos e línguas), um geneticista de populações, por supostamente desmantelar a idéia de raça.
Em seus livros, o próprio Cavalli-Sforza promove as seguintes crenças. A classificação dos humanos em raças provou ser um exercício inútil, e sua pesquisa irá levar à eliminação do suposto "racismo", porque ele tem desacreditado a suposição popular de que existem raças claramente definidas.3
Na publicação de "NEW YORK REVIEW OF BOOKS", Diamond cumprimenta Cavalli-Sforza por "'demolir as tentativas' dos cientistas em classificar as populações humanas em raças, da mesma forma que eles classificam pássaros e outras espécies em raças".4 Aparentemente, o cientista judeu Diamond age de uma forma hipócrita, com dois pesos e duas medidas.Em um artigo que apareceu na publicação "NATURAL HISTORY", Diamond discutiu os estudos genéticos sobre como os judeus diferem dos não-judeus. Ele fez esta declaração impressionante: " Há também razões práticas sobre o interesse nos genes judaicos. O estado de Israel tem gasto muito com apoio à imigração, reciclagens e treinamento profissionais de judeus que eram minorias perseguidas em outros países. Isto levanta imediatamente o problema de definir quem é um judeu." 5
A implicação aqui é óbvia. A elite sionista está planejando recusar o direito de uma pessoa se estabelecer em Israel se ela não possui "genes judaicos". Com isto em mente, considere o ponto 4 do programa do Partido Nazista de 25 de maio de 1920. Ele declara: "Ninguém a não ser membros da nacionalidade podem ser cidadãos do estado. Ninguém a não ser de sangue alemão, indiferentemente de religião, pode ser membro da nacionalidade." 6 Em termos atuais, somente aqueles com "genes alemães" poderiam ser cidadãos da Alemanha Nazista. Eu não posso enfatizar mais além de dizer que isto é similar ao tipo de política Israelense que Diamond descreve.Diamond se opõe em classificar populações humanas em raças -- exceto, é claro, populações de judeus e não-judeus. Ele aparentemente deu seu consentimento silencioso à política sionista-israelense proposta de definir e classificar judeus e não judeus com base se eles possuem ou não "genes judaicos".
Mas tão importante quanto isso, o leitor deve notar o quanto o duplo padrão de Diamond em relação às classificações raciais servem aos interesses dos judeus organizados; ele tende a minar e sabotar o senso de percepção racial e unidade racial entre negros, árabes, orientais, e especialmente Europeus não-judeus, enquanto ao mesmo tempo estimula o sentimento nacional judaico e a consciência étnica judaica.
Novos estudos baseados em DNA sugerem uma ligação genética entre judeus e povos do Oriente Médio. Os judeus amplamente retiveram sua identidade genética, que foi formada no Oriente Médio, de acordo com um estudo recente publicado numa edição de " PROCEEDINGS OF THE NATIONAL ACADEMY OF SCIENCES". 7
Mesmo após séculos de exílio, os judeus da Diáspora permaneceram próximos uns com os outros, e são mais semelhantes com os palestinos, sírios e libaneses, em termos de características genéticas medidas, do que povos em seus países hóspedes, tais como as nações da Europa, diz o estudo.8
Baseado nesta pesquisa sobre DNA, o estudo descobriu que apesar dos muitos séculos que seus ancestrais tinham passado em exílio em diferentes partes do mundo, os judeus israelenses na amostra estudada tinham as ligações genéticas mais próximas. Logo a seguir em afinidade genética com os judeus estavam palestinos e sírios, seguidos por outros grupos étnicos do Oriente Médio. Judeus de ascendência européia vivendo em Israel tinham mais afinidade genética com sírios do que com não-judeus nos países de onde eles vieram. 9Nós vivemos em uma sociedade na qual qualquer manifestação ou suspeita de racismo traz consigo numerosas e sérias condenações -- exceto, claro, quando as idéias e práticas racialistas servem aos interesses dos judeus organizados e da ideologia sionista.
Mais uma vez, o leitor deve notar o quanto as descobertas do novo estudo se encaixam tão bem com a ideologia do sionismo. Um dos seus pilares fundamentais é o de que os judeus, por 2000 anos ficaram dispersos entre as nações do mundo, e então decidiram retornar à terra de seus ancestrais no Oriente Médio. Os judeus tem uma fixação religiosa com a terra de Israel, que tem suas raízes na tradição bíblica.
Espere aí! Aqui estão algumas novas descobertas genéticas que podem ser usadas para "justificar" e "legitimizar" estes pilares fundamentais da ideologia sionista. Militantes sionistas agora podem dizer: "Os judeus não são invasores estrangeiros do território palestino. Estudos genéticos mostram que os judeus dos dias atuais podem traçar sua ancestralidade até a terra de Israel. Os judeus têm um direito de retornar à terra dos seus ancestrais genéticos".
Uma das premissas sobre as quais o estado de Israel foi construído é a de que os judeus são um povo -- um único povo. Os judeus ao redor do mundo são mais unidos entre si do que eles são com seus concidadãos nos países de onde eles vivem. Espere aí de novo! Note como as descobertas deste novo estudo podem ser usadas para estimular essas crenças. Supostamente, judeus de variadas partes do mundo tem uma afinidade genética maior entre si do que com não-judeus dos países de onde eles vieram.
É claro, somente porque esses estudos sobre a genética judaica podem ser politicamente motivados e suas descobertas se encaixarem com a ideologia sionista não invalida de nenhuma maneira seus achados. Isto é, talvez os judeus por todo mundo realmente se originaram no Oriente Médio, e talvez os judeus atuais realmente compartilhem muito maior afinidade genética entre si do que com os gentios no meio dos quais eles residem. Nem sequer estou condenando tais estudos genéticos. Muito pelo contrário. Os cientistas deveriam realizar mais destes estudos raciais -- sem o duplo padrão hipócrita que os cerca hoje em dia.
Mas se esse for o caso, então não deixemos que ninguém reclame quando estas mesmas descobertas possam ser usadas para estimular um projeto nacionalista branco. De fato, uma das implicações destes estudos genéticos judaicos é o de que o povo judeu é de certa forma diferente num senso genético dos europeus no meio dos quais eles residem. Em outras palavras, não somente os judeus organizados são uma entidade cultural estranha dentro da civilização Ocidental, eles também são de certa forma estranhos num sentido biológico.
Deixemos a classe intelectual ocidental se livrar deste hipócrita duplo-padrão e considerar seriamente a idéia de que as diferenças genéticas entre judeus e não-judeus têm significantes conseqüências sócio-políticas.REFERÊNCIAS
1. NATURE, March 21, 1985, p.208.
2. Roselle Tekiner, Samir Abed-Rabbo, Norton Mezvinsky, eds., ANTI-ZIONISM: ANALYTICAL REFLECTIONS (Amana Books, 1988), pp.63-89.
3. L.L. Cavalli-Sforza, P.Menozzi, A. Piazza, THE HISTORY AND GEOGRAPHY OF HUMAN GENES (Princeton University Press, 1994).
4. See NEW YORK REVIEW OF BOOKS, April 13, 2000, p.61.
5. NATURAL HISTORY, November 1993, p.12.
6. See Robert Vexler's GERMANY: A CHRONOLOGY AND FACT BOOK: 1415-1972.
7. THE PLAIN DEALER (Cleveland), May 10, 2000, p.6-A.
8. Ibid.
9. Ibid.
10. See Rabbi Elmer Berger's discussion in Tekiner, Abed-Rabbo, Mezvinsky, pp.11-14.
11. See Anthropologist Tekiner's discussion of this in Tekiner, Abed-Rabbo, Mezvinsky, p.77.