UMHA ELITE PARA UMHA NAÇOM

    A análise polo miúdo dos feitos transcendentais da história leva-nos a concluírem que sempre é umha elite mais ou menos visível a que marca essa diferença que fai que um certo acontecimento se produza dum determinado jeito e nom doutro; penso em dous destes acontecimentos da história universal que marcam o nosso diário viver. Por umha parte, a revoluçom francesa; revolta popular?, a massa numérica fai consciência de seu e decide rematar coa tirania monárquica?, pois, nem revolta popular, nem massa que toma consciência de seu, mais bem revolta de enciclopedistas e iluminados que sim se percebem como unidade, manipulando, exacerbando e dirigindo a umha massa orfa que perdeu todo laço de uniom coa aristocracia de sangue (quiçá já podre pola infiltraçom de sangue parasito) que ate entom os governara. O outro feito clave da história, a revoluçom russa, que por suposto foi de tudo menos russa e popular, de novo repete-se o mesmo esquema, cambiando França por Rússia, e enciclopedistas iluminados por judeus (ou serão o mesmo?).

    É impossível nega-lo feito da elite, dê-me a sua revoluçom e eu dar-lhe-ei a sua elite. Mais isto nom só passa cos feitos históricos pontuais, senom com todas as formas de governo possíveis de imaginar, sim, também coa sua apreciada democracia, ou é você de aqueles que acredita que qualquer pode chegar a governar (falo de governar, nom de administrar) na democracia?. O caso da elite governante no estado espanhol é paradigmático, á casta endogámica que provem do regime do sefardi Francisco Franco sumou-se um novo estrato, o dos Isidoros descamisados, que fixo que todo mudara para seguir igual. Esta nova capa e hoje já indistingível da casta preexistente.

    A que vem tudo este circunlóquio?, pois a responder á pergunta, por que Galiza nom é naçom com estado?. Visto o visto a resposta é clara, falha umha elite que encarne dita ideia e que poda manejar á nossa massa para obter os fins que se proponha.

    Galiza perdeu a sua elite guerreira em tempos dos reis católicos, por tanto perdeu os azos e forças que foram fundamentais na constituiçom dos estados modernos. Perdemos essa elite polo mesmo que os franceses e russos perderam as suas no 1789 e 1917 respectivamente, a tirania que ditas elites exerciam sobre o seu povo-massa (bem é certo nos três casos que as novas elites vitoriosas forom bem mais perniciosas do que foram as vencidas, mais nom havia volta atrás, toda oposiçom foi totalmente aniquilada. Os senhores galegos conseguiram pôr ao seu povo-massa na sua contra, e isto foi o que usou a elite de Castela para rematar cos nossos nobres guerreiros, bem mediante execuçom, bem mediante desterro (por que Galiza também tem o seu William Wallace, o seu Braveheart, também tem a sua épica guerreira, tam dada ao esquecimento polos inimigos exteriores e interiores). Coa derrota da nossa elite guerreira começa esse vale de lágrimas e penas que é a nossa história desde entom ata a actualidade, com ela fica soterrado o sono da nossa realizaçom de ente nacional dono de seu.

    No século XX no nosso pais vimos o derradeiro intento de restauraçom, case que criaçom, dumha elite galega abandeirada da ideia nacional de Galiza edificada sobre os pilares da tradiçom, o sangue e a terra, foi o que se deu em chamar a Geraçom Nós. Foi a última opçom coerente de recriar Galiza.

    Hoje, os que diz defender Galiza, falar no nome de Galiza, encarnar o espírito de Galiza, tenhem esquecida e arrinconada á Geraçom Nós, ou o que é o mesmo, a Galiza, porque a sua praxe ideológica é disolutória das essências e dos arquetipos que definem o conceito de naçom (para eles Galiza só é um instrumento, nunca um fim, polo tanto rejeitam todo aquilo que situe a Galiza coma o fim), tal como assim os definiram desde a Geraçom Nós.

    Galiza morre, agoniza asfixiada polo capitalismo liberal, dilui-se no mundo globalizado, e os novos “salvadores” da pátria (ou mátria na sua linguagem da perversom, da confusom e de volver sujo o limpo) só pensam em aplicar-lhe mais dissolvente, em acelerar a entropia afogadora do Ser Galego.

    Mais nom sejamos pessimistas em excesso, queda pouco tempo, mais suficiente se nos comprometemos em corpo e alma com Galiza, se juramentamos sobre o nosso sangue que Galiza é a nossa vida, e a nossa vida é Galiza.

    A Geraçom Nós é o faro que nos há guiar, o ponto de referência que há evitar que encaiemos, a sólida base sobre a que assentar o que nos proponhémos construir e que eles nom pudérom, a constituiçom dumha nova elite, dumha nova nobreza de sangue e terra encarnadora do ser nacional do nosso pais, porque Galiza deixará de ser escrava quando os azos de liberdade do nosso povo labrego e marinheiro se vejam representados nuns novos senhores da terra, numha nova nobreza de sangue, estabelecendo-se a comunhom perfeita entre elite e povo, como assim se estabelece entre cérebro e musculatura dum braço á hora de golpear ao inimigo.

Afonso Pardo da Oca