
O MOVIMENTO DISTRIBUTISTA GALÊS
O WDM foi fundado em 1989 por um grupo de activistas do WRN (Nacionalistas Revolucionários Galeses) trás serem traiçoados por elementos liberais e pro-sionistas da NF (Fronte Nacional) británica. Desde o começo foi umha organizaçom mui viva na que confluírom muitos nacionalistas galeses, tanto “independentes” como antigos membros da Fronte Nacional. Lançou-se umha folha informativa, A Águia Branca, que tivo mui boa aceitaçom.
Montárom-se acampadas por toda Cymru nas que se distribuíam informaçom, faziam-se coladas e pintavam-se murais. O WDM tivo tanto êxito nas zonas rurais de fala galesa, tradicionalmente nacionalistas, como nas zonas urbanas anglófonas, nas que a mescla de coragem e nacionalismo galês revolucionário abriam caminho ao planejamento de questons nom debatidas noutras partes da Cymru (imigraçom nom branca, opressom da banca...).
Para compreender o panorama no qual, e contra o qual, nasceu a WDM é necessária umha breve liçom de história.
Na Cymru sempre houvo nacionalistas, até se nos remontamos aos tempos dos romanos, dos saxons ou das revoltas de Llywelyn ou Owain Glyndwr: o amor à pátria Cymru como umha entidade distinta e nom como parte de Inglaterra é um sentimento intrínseco dos galeses.
No século passado o Plaid Cymru (Partido Nacionalista Galês) foi fundado por Saunders Lewis. O WDM considera a esta figura como “um dos seus”. Cria no distributismo, era anti-semita, lia as obras de Charles Maurras e trabalhou tanto com nacionalistas como distributistas.
Por desgraça, o Plaid Cymru rejeitou o nacionalismo tradicional de Saunders Lewis (que se apoiava em três pontos: Naçom, Família e Crenças) em troques dum “nacionalismo” bastardo que têm mais que ver com o liberalismo, o socialismo ou o marxismo. Este troque produziu-se pola entrada de elementos inimigos que tomárom o partido. Mais, ainda hoje, nas suas bases há muitos nacionalistas tradicionais (alguns apoiárom o WDM).
A infiltraçom tivo lugar sobre todo nos anos 60 e 70, mais nom todos eram liberais nesta época. Muitas organizaçons nacionalistas radicais e revolucionárias estavam fartas de nom obter resultados através das urnas. Sabiam que o parlamento de Westminster nunca lhe daria a Cymru um verdadeiro “autogoverno” assi que passárom à acçom directa.
Dous destes grupos fórom a FWA (Exército da Cymru Livre) e o MAC (Movimento para a Defesa da Cymru). A FWA era mais bem um espectáculo. Levavam umha águia branca como insígnia nas suas boinas, participárom em manifestaçons públicas e convertérom-se num exemplo para os nacionalistas. O MAC, sem embargo, era muito mais sério. Fizérom estourar bombas em oficinas do Estado, aquedutos (que exportavam auga cara Inglaterra), etc... Alguns podem nom concordar com estes métodos mais umha cousa nom se pode esquecer: nunca se pusérom em perigo vidas humanas. Isto era deliberado. Nom se tratava de nengumha organizaçom terrorista marxista que assassinava civis inocentes. Eram nacionalistas que queriam causar o maior dano possível ao sistema sem fazer-lhe dano a ninguém.
Estas organizaçons fórom silenciadas com intimidaçom e apresamentos, mais pusérom o nacionalismo galês na agenda e dérom-lhe umha esperança de futuro aos galeses. Nos 90 nasceu um novo grupo chamado Meibion Glyndwr (Filhos de Glyndwr) que atacava residências feriais valeiras, “segundas vivendas” propriedade de ingleses, agentes imobiliários vendendo propriedade galesa em Inglaterra, etc... Os membros deste grupo ainda nom fórom detidos. A gente de fóra pode criticar estas actuaçons mais há que dar-se de conta de que algumhas áreas rurais galesas estám a ser destruídas a cousa das “segundas vivendas” e o influxo de imigrantes de fala nom galesa. Os galeses nom podem permitir-se a inflaçom dos preços mentres muitas casas ficam valeiras à espera de serem ocupadas por ingleses (com maior nível económico).
Umha cultura, um povo, umha identidade está a ser lenta mais eficazmente destruídas. Contra este panorama nasceu a WDM. O Plaid Cymru vende aos galeses e os seus “colegas” de Westminster condenam ao WDM por “incitar ódio”. Deste jeito, numha época O WDM passou a ser o “inimigo público número 1”, apresentados como “diabólicos neo-nazis galeses”.
O WDM tivo que dissolver-se. Durante um período mais bem curto (1989-1993) mantivérom umha importante luita. De todas formas compraz-me saber que faz um par de anos a WDM foi reabilitada por membros novos e velhos. Umha nova ediçom da “Águia Branca” está de novo na rua e, como era de esperar, os meios de comunicaçom nacionais e estatais saltárom-lhes ao pescoço.
Como pudestes ver neste breve artigo, a situaçom política e social galesa nom está mui longe da nossa. Igual que na Galiza existe um movimento de massas que se faz chamar “nacionalista” mais que serve interesses opostos aos da naçom. Que a WDM seja um exemplo a seguir polos verdadeiros patriotas galegos.
Mil Laighin