RESSUCITAM VELHOS INIMIGOS

    No ano 711 árabes e berberes iniciárom a invasom da península Ibérica, tomando em cinco anos o controlo da sua maior parte. As causas topam-se, em parte, nas constantes disputas internas da aristocracia fundadora do reino hispano-visigodo. Particularmente, fórom os filhos de Witiza, contrários ao rei Rodrigo, os que facilitárom a entrada dos mussulmanos. Só certos territórios setentrionais (entre eles a Galiza) escapárom ao seu domínio.

    Quase treze séculos mais tarde a mesma obra retorna ao cenário. Mentres os “governantes” liberais se atacam e contra-atacam por motivos banais e a maioria dos que se fam chamar nacional-socialistas na Espanha, aos que historicamente lhes corresponderia ser o baluarte na defesa dos valores europeus frente aos ataques esternos, luitam cegamente por manter um império decrépito e sem sentido algum, ressuscitados ventos de ameaça cruzam o estreito de Gibraltar.

    Os novos (e à vez velhos) invasores, da mesma etnia e religiom ca os que treze séculos atrás empreendérom com êxito a mesma tarefa, já se fam notoriamente presentes no sul peninsular e nas grandes “metrópoles imperiais”. O norte, se quadra por nom resultar tam “interessante”, ainda resiste.

    Quê se pode fazer ante a invasom? Tomaram os democráticos governantes as rendas dos verdadeiros problemas do povo fazendo-lhes frente? Medrará tanto a militáncia como a sensatez política dos nacional-socialistas espanhóis até o ponto de poder dar umha resposta contundente e eficaz? Ou, como treze séculos atrás, teremos que ser nós mesmos os que garantirmos a nossa integridade cultural e étnica?

    Muita gente gosta de que outros arranjem os problemas dum mesmo. Se isto for o que acontece-se na Galiza estas linhas nom estariam escritas. Perante a inexistência dum movimento que defenda plenamente os interesses nacionais, a cultura e as tradiçons próprias da Galiza frente os seus inimigos, teremos que ser nós mesmos, os galegos, os que devemos reacçoar com contundência. Nós mesmos temos que organizar a nossa autodefesa contra dum inimigo que já está entre nós e avança rapidamente ante a passividade dos que em, até o de agora, relegáramos a sua contençom.

    Os verdadeiros patriotas galegos, os defensores da raça, da tradiçom e da cultura galega, os nacional-socialistas, devemos organizarnos mentres esteamos a tempo e ainda restem esperanças para a nossa naçom.

    O povo tem que despertar das mentiras coas que é bombardeado por todos os bandos. Abrirá os olhos quando veja que aqueles que diziam defender o povo e a cultura da Galiza aplaudem a substituiçom do pandeiro polo tam-tam africano ou a gaita pola flauta andina; quando veja que estrangeiros ocupam os seus antigos postos de trabalho mentres se funde na miséria.

    Imbecis tenhem que ser aqueles que dim defender a língua e as tradiçons da Galiza e ao mesmo tempo ver com bons olhos a chegada de aborígenes africanos, indígenas sul-americanos, ciganos da Europa do leste... Acaso pensais que, polo contrário dos povos que nos invadírom no passado, vam respeitar a nossa cultura própria? Acaso pensais que a Galiza se salvará da sua aniquilaçom como povo se nom se faz nada por evita-lo?

    Há que ter em conta de que o galego é um povo europeu em todos os sentidos. Se bem as naçons que chegárom nalgum período da história a ocupar o nosso território fôrom sempre de origem europeu, inflectindo pequenas mudanças que nom rompérom a cosmologia das nossas gentes, os povos que agora ameaçam com invadir a Galiza som de origem extra-europeu e tenhem uns valores radicalmente opostos aos que reagirom estas terras desde tempos imemoriais. Se estes se chegar a implantar, como tem acontecido em alguns lugares da Europa, o fim da nossa existência será só questom de tempo.

    Já nom se trata de que a Galiza chegue a ter um simbólico papel de seu no jogo judeu-capitalista internacional, como reclamam alguns, senom que o povo que habite o território da Galiza dentro de X anos seja o mesmo que o leva habitando durante milénios, o povo galego. Já nom é luitar porque o povo galego se veja representado por um Estado numha ordem mundial que lhe concederia umha soberania duvidável, senom que esse mesmo povo sega a existir como tal num período nom tam alongado de tempo. Um povo que perde os seus valores, as suas tradiçons, em fim, a sua cultura, perde-se a si mesmo, deixa de existir, e assimilado perece.

    Se no pressente o povo galego ainda existe como tal é graças ao empenho das suas gentes por defender o próprio durante séculos. Se nom sucumbimos à corrosom cultural da meseta tampouco o faremos ante esta nova ameaça. Pero para isso é necessária a toma de consciência e organizaçom.

    Os patriotas europeus, os patriotas galegos, os nacional-socialistas, luitaremos até a vitória ou até a morte pola supervivéncia das nossas naçons, das nossas culturas e da nossa raça. Luitaremos por umha Europa branca e socialista, na que o futuro seja dos europeus. Luitaremos por umha Galiza que tenha o lugar que se merece numha nova ordem da Europa das pátrias. Umha ordem nacional-socialista.

Mil Laighean