DOGMAS DO PODER

   Houvo um tempo na nossa Europa, que cada dia é menos nossa, no qual aqueles que vertessem opiniões que nom concordassem cos dogmas religiosos que regiam a vida dos nossos povos tinham que fazer fronte a múltiplas penalidades, desde a exclusão social até a sua execuçom coma hereges. Incluso aqueles que a travesso do raçoamento da deduçom lógica e da constataçom empírica chegavam a verdades dificilmente refutáveis eram vítimas do dogmatismo religioso, ou melhor dito do dogmatismo do poder, já que precisamente o poder que ostentavam assentava-se nuns dogmas de fé que conseguírom, dumha ou outra maneira, fossem aceitados polo povo ó que regiam. Polo tanto nom falamos de fanatismo religioso, se nom de fanatismo do poder, fanatismo radicalmente intransigente com aqueles que a travesso da raçom atentavam contra os cimentos mesmos sobre o cal se erige o poder imperante. 

   Se tomamos algum livro de texto sobre história que pululam polas aulas das nossas escolas e liceus, chegaremos á conclusom de que o descrito anteriormente é algo do passado, dum passado remoto e obscuro, que como muito deixa reminiscências nesses “bárbaros talibans” que no seu cego ódio intolerante atentam contra as felizes e virtuosas gentes do edem capitalista americano, que coma pago á sua filantrópica obra a favor dum mundo unido na mescla racial, a multiculturalidade, e o consumo-produçom do homem-escravo ao serviço do dinheiro, recebe um bombardeio de aviões de passaje sequestrados que som estrelados contra os centros financeiros e militares do império judeu-americano.

    Bem, esta poderia ser a liçom magistral do professor meio democrata e progressista em qualquer das nossas escolas. Que alivio! Exclama-mos, afortunadamente a nossa sociedade democrata, capitalista, niilista e ateia longe está de aquelas épocas obscuras de fanatismo religioso, e a aqueles que, coma os talibam, tratam de fazer regressar os tempos da obscuridade intransigente, que atentam contra o nosso, as vezes, pouco ponderado regimen de liberdades e toleráncias som imediatamente exterminados pola nossa feroz maquinaria de guerra para a paz, que ademais de proporcionar-nos  a paz, polo aniquilamento do inimigo, tem a propriedade de regenerar a nossa desacelerada economia graças ó engrassamento da indústria de guerra.

    O problema de viver nuns determinados tempos históricos é que se carece de perspectiva sobre eles, no senso de que é difícil aceder, para o cidadão meio a umhas fontes de “verdade” que nom emanem do poder estabelecido, ponhamos um exemplo, um clássico, Galileu Galilei foi vítima da intoleráncia religiosa (do poder), isto é umha obviedade para qualquer  pessoa que minimamente assistira á escola básica, mais nom o era para o paisano meio contemporáneo de Galileu, carecia de perspectiva, de acesso ás fontes de Galileu e estava totalmente submetido ao poder da propaganda e a coercitividade do poder governante. Para o home comum contemporáneo de Galileu, este era um herege coma bem haviam estabelecido os representantes da autoridade divina na terra. Para o democrata meio actual, estas situações som cousas do passado, agora ha “liberdade”, cada quatro anos metemos um papel numha caixa que nos fai reitores e comparticipes na direcçom da nossa sociedade de liberdades e toleráncias. No nosso mundo perfeito, já nom ha Galileus, nem cidadãos mediatizados pola propaganda do fanatismo religioso, dim-nos, todos somos livres de escolher e opinar  o que nos venha em gana , já nom ha tribunais do santo oficio para nos condenar ao lume purificador da fogueira. A verdade é bem distinta, certo é, já nom há tribunais do santo oficio, mais si há tribunais de justiça “laicos” que coma os primeiros tenhem a missão de salvaguardar, nom o dogma de fé religioso, se nom, o dogma de fé do poder, uns e outros servem ao poder estabelecido, que esse pode esteia revestido dum manto religioso ou nom, é algo meramente anedótico. Mais os detentores do poder laico moderno, onde o deus judeu Yahvé foi substituído polo deus judeu Dinheiro, melhorarom as suas técnicas para o controlo social  graças sobre todo á irrupçom primeiro da prensa escrita e já a partires da segunda metade do século XX dos mass-media em geral e da TV em particular.

   Tanto se diferençam os nossos tempos dos de Galileu?, a resposta do observador superficial fixa-se só na forma externa das cousas sem afundar nem esquadrinhar na sua essência, na sua raiz, é clara, som radicalmente distintas, nada que verem os nossos luminosos tempos com aqueles escuros do passado. Coma nom, as formas variaram radicalmente, deus Yahvé já nom unge os nossos governantes, e os dogmas de fé da igreja deixaram de ter validez coma elementos de sustentaçom do poder (hoje atentar contra ditos dogmas pode-lhe ser merecedor dalgum democrático galardom), hoje cada 4 anos mudamos de dirigentes, gozamos de infinidade de meios de informaçom para elixir, nadamos na liberdade. Mais a essência nom variou, Yahvé foi trocado polo outro grande deus judeu, O Dinheiro, e os dogmas do judeu-cristianismo polos dogmas do materialismo-capitalista ou do seu gemelgo o materialismo-marxista.

    Os estudos científicos de Galileu mostraram ca terra nom era o centro da criaçom, o cal atentava contra dum dos pilares básicos da doutrina governante.

    Hoje em dia também temos os nossos Galileus, homes e mulheres os que desde a força ca aplicaçom sistemática  e constante  do método científico dá-lhes, mostram as falácias que cimentam o actual sistema, estes novos mártires da verdade som os revisionistas e os racistas. Eles sofrem persecuções policiais, judiciais, para-policiais, para-judiciais, exclusom social, despidos improcedentes, intimidações e humilhações psicológicas de toda classe, e todo elo pôr atentar coa raçom na ma contra dos dogmas do sistema de liberdades e toleráncias, o holocausto e a igualdade racial.

   Eu pergunto aos democratas que falam que os tribunais do santo ofício som cousas do passado por que os perseguirdes?; por que impedirdes a distribuição dos seus livros?; por que os agredirdes?; por que condenardes ó ostracismo?; por que nom podemos ouvir a sua verdade?; mais nom éramos ceives para elixir o nosso destino? Caros democratas antes de queimar-me na fogueira por ama-la minha raça e defenderem aqueles inocentes que foram executados por um crime que nunca cometeram aguardo que as anteriores perguntas foram respondidas.

    As vítimas dos verdugos democráticos, tanto os que connosco seguem coma os que nos deixaram, aguardam vossas respostas, aí estão, os Irving, os Faurisson, os Garaday, os Remer, os Gönsik, os Graff, os Toben, os Lauck, os Küssel, os Jordan, os Hancock, os Varela, e tantos outros apestados e perseguidos por defender e difundir as suas ideias, por defender e difundir os seus estudos científicos. Senhor democrata, separa-nos realmente tanto da época histórica de Galileu?, senhor democrata, nom sente você que as oligarquias que rijem seu destino negam-lhe umha de informaçom vital para terem umha perspectiva real do tempo que tocou-lhe a viver?, senhor democrata, nom é você maior de idade para discernir se as teorias defendidas polas pessoas citadas antes som a obra dumha pandilha de tolos?; por que permite que o poder decida por você, ao igual ca oligarquia religiosa fazia cos coetâneos de Galileu?

    Faga um esforço, trate de lembrar algumha coluna de jornal, algum comentário de tertúlia radiofónica, algum programa televisivo, onde alguém fale sobre os racistas e revisionistas sem ódio e desprezo. Nom sega a esforçar-se, nom os achará, acaba você de descobrir ca diversidade de informação, ca liberdade de prensa é um puro espelhismo no deserto da intolerância democrática, acaba você de descobrir a DITADURA DEMOCRÁTICA.                  

Afonso Pardo da Oca