A EUROPA DAS PÁTRIAS

              Introduçom

    Os governos “democráticos” e os seus intrépidos historiadores descrevérom, desde sempre, a actuaçom das forças nacional-socialistas durante a II GM como opressora, repressiva, quando realmente se levou a cabo umha cruzada pola libertaçom dos povos e naçons oprimidos. Neste artigo pretende-se sacar à luz feitos verídicos sistematicamente eliminados de todos os livros de história oficiais.

    E é que a política do III Reich alentou a muitos grupos e movimentos patrióticos de povos oprimidos para que puderam alcançar os seus objectivos libertadores graças ao derrubamento do sistema de Estados capitalista. Se bem estes feitos som quase sempre evitados, têm-se inventado umha “escusa oficial” que sustem que o apoio respondeu unicamente a interesses geo-políticos, ignorando que a colaboraçom vinha existindo desde muito antes do ascenso ao poder no 1933.

    O certo é que o nacional-socialismo serviu como fonte de inspiraçom e base teórica de muitos movimentos nacionalistas –tal é o caso da organizaçom flamenga Verdinaso–, de modo que o ideal da Nova Ordem Europeia deu-lhes cobertura ao alimentar as esperanças dumha Europa das Pátrias.

    Já se vinham mantendo contactos desde os anos vinte com representantes e exilados de diversas nacionalidades, especialmente entre os pertencentes aos povos oprimidos pola URSS. Estes (caucásicos, tártaros, arménios, geórgicos...) estavam num princípio organizados em torno à revista Karkaz (Paris) e The Caucasian Quarterly financiados por Japom e Itália.

    Também este último país levou a cabo umha política favorável aos povos oprimidos. Num primeiro lugar articulara-se o grupo Anti-Europa de G. Volpe com um pensamento europeista semelhante ao da Nova Orde, e logo, quando Mussolini organizou a Internacional Fascista, povos como Croácia, Flandres, Ucrânia... fôrom admitidos como membros de pleno direito.

    Trá-lo ascenso nacional-socialista ao poder na Alemanha, muitos líderes nacionalistas exilados passárom a converter-se em conselheiros especializados em política exterior –tal é o caso dos assessores do baltoalemam e teórico nazi Alfred Rosenberg–. Também se promoveu a criaçom de divisons da SS de diversas naçons que nom contavam, em princípio, com Estado de seu (arménios, bretons, bosnianos, caucásicos, cosacos, checos, croatas, eslovenos, estónios, flamengos, geórgicos, kirguises, letónios, lituanos, tártaros, ucranianos, uzbecos...) e tras 1941 formarom-se umha série de representaçons nacionais de distintos povos que, ainda que dependendo financeiramente de organismos como o Ostministerium, as SS ou a Wehrmacht, jogaram um papel considerável nos órganos de decisom política do III Reich.

    O contacto cos povos oprimidos da Europa Ocidental foi mais intenso. Operavam tradiçons de intercámbio entre frisons do leste e do norte, baixo soberania germana; dos grupos de celtólogos alemans, com certo carácter esotérico e com ecos incluso na organizaçom Ahnenerbe (Herança dos Antepassados), dedicada às labores culturais, históricas e arqueológicas dependendo directamente das SS; ou do interesse académico desenrolado entre amplos círculos de lingüistas e etnólogos polos nacionalismos basco, galego, catalám, irlandês ou escocês. De feito, convencidos da legitimidade da causa nacional-socialista, várias pessoas e organizaçons dos dous últimos países chegárom a colaborar como espias ou propagandistas.

    A continuaçom, e a modo de exemplos práticos do que se tem dito até o de agora, há umha série de resumos mui reduzidos, e que polo tanto se deveriam ampliar separadamente, de cómo o nacional-socialismo se fundiu coas luitas de libertaçom nacional numha série de povos europeios: Eslováquia, Ucrânia, Croácia, Bretanha, Flandres e Frísia.

Eslováquia

   Trá-lo derrubamento do Estado checo-eslovaco em Março de 1939 surgiu umha República eslovaca impulsada polo movimento nacionalista SLS. Se bem em princípio esta organizaçom tinha um corte mais bem populista-católico, os sectores mais jovens, organizados em torno da revista Nástup, dinamizárom a sua política cara o nacional-socialismo, até que se converteu em partido único baixo o nome de Unidade Nacional Eslovaca.

    Entre os líderes nacional-socialistas eslovacos temos que mencionar a Vojtech Tuka, que chegou a ser primeiro ministro. Fora professor de direito na Universidade húngara de Bratislava e em 1923 já organizara umha milícia, inspirada no fascismo italiano, denominada Rodobrana (Defesa da Pátria) que ressurgiria no 39, actuando conjuntamente coa Garda Hlinka do UNE. Tuka e mais o ministro do Interior, A. Mach, foram responsáveis da nazificaçom do partido, propugnando um racismo biológico como base da nacionalidade eslovaca e colaborando co III Reich na deportaçom de judeus.

    Coa ocupaçom comunista do país, que durou até o 1990, Eslováquia perdeu a sua liberdade e de novo converteu-se numha naçom oprimida.

Ucrânia

    O segundo exemplo é o de Ucrânia, onde existia umha organizaçom nacionalista, a UNO, que já vinha apoiando ao III Reich desde a sua constituiçom.

    Os ucranianos destacárom na II GM polo seu apoio militar às forças nacional-socialistas (com um total de 30.000 efectivos). Este apoio centrou-se na fronte do leste, desde o começo da invasom à URSS em Junho de 1941, já que os nacionalistas da UNO vírom a oportunidade de restaurar um Estado ucraniano unificado e independente e, à vez, luitar contra o inimigo comunista. Assi, trá-la criaçom do Estado eslovaco, surgiu a República Cárpato-Ucraniana.

    Pola sua parte, algumhas facçons da UNO, agrupadas em torno a Stepan Bandera, acompanharom à Wehrmacht no 1941 na sua entrada libertadora em território ocupado polos comunistas e proclamárom a independência de Ucrânia em Junho do mesmo ano na cidade de Lviv.

    A Wehrmacht contou com tropas auxiliares ucranianas e, incluso nas SS, participárom voluntários ucranianos ocidentais (nas divisons Nachtigall e Roland), formando umha divisom própria (a divisom SS Galizien) reclutada em boa parte pola UNO.

    Por outra banda, a componente anti-semita do nacionalismo ucraniano era inegável, já que considerava aos comerciantes judeus como opresores dos labregos e colaboradores coa Rússia comunista.

    Trá-la ocupaçom comunista, Ucrânia foi submetida ao Império Soviético a pesar que as actividades armadas do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) perduraram até começos da década dos cinquenta, confinadas à Ucrânia ocidental.

Croácia

    O terceiro exemplo é o de Croácia, onde o nacional-socialismo estivo estreitamente veiculado ao movimento dos ustachi (insurgentes), surgido no período de entre-guerras. O seu fundador, o advogado Ante Pavelic, procedia do Partido do Direito, de corte nacionalista tradicional e fundado no 1861, do qual era secretário geral. Em 1929, logo de que o rei Alexandre impusesse um regime autoritário, Pavelic, seguindo o modelo da ORIM macedónia, considerou que chegara a hora de fundar umha organizaçom partidária da acçom directa que supera-se o conformismo do Partido Campesinho Croata. Assi fundou-se a Organizaçom Insurgente Revolucionária Croata (Ustacha-Hrvatska Revolucionarna Organizacija), que adoptava o Führerprinzip. Também surgiram paralelamente umhas milícias: Defesa Croata (Hrvatski Domobran).

    O partido Ustachi estabelecia nos seus princípios, publicados em 1932, o objectivo de fundar um Estado croata independente, baseado nas tradiçons comunitárias campesinhas e oposto ao capitalismo, afirmando a sua funçom de baluarte fronte ao comunismo.

    A partires do 36 o partido Ustachi acentuou as suas componentes nacional-socialistas e anti-semitas, sobre todo polo influxo dos grupos exilados em Alemanha baixo a direcçom de B. Jelic.

    A derrota de Jugoslávia ante as forças da Wehrmacht em Abril de 1941 fixo possível a criaçom do Estado croata independente (Nezavisna Drzava Hrvatska), sendo o primeiro chefe de Estado Pavelic. Este e o Partido Ustachi constituírom um Estado de corte nacional-socialista que perdurou até a invasom soviética. Tampouco podemos esquecer a Divisom SS “Handschar”, formada em em 1943 por voluntários mussulmanos de Bósnia-Herzegovina. A sua totalidade, junto com outros 30.000 bósnios e croatas, fórom entregados polos británicos aos partisanos de Tito, perecendo na denominda “Marcha da Morte” ou em execuçons massivas.

    Até aqui a história de três povos que com o nacional-scocialismo ganharam a sua liberdade e que com o comunismo a perdérom.

Flandres

    Em Flandres operavam várias organizaçons nacionalistas de aberto carácter nacional-socialista. É o caso do VNV (Vlaamsch Nationaal Verbond), fundado no 1933, e o Verdinaso. Ambos partidos vinham sendo apoiados financeiramente polo III Reich polo menos desde o 1937.

    A Verdinaso tivo umha estreita colaboraçom coas SS, servindo de base de recrutamento da secçom SS flamenga (Allgemeine SS-Flandern) e da Bandeira SS “Flandres”. Pola sua parte, a administraçom alemana, dependente da Wehrmacht, contou coa VNV para a organizaçom dum corpo de funcionários para o novo governo flamengo. Coa invasom ao Império Soviético em Abril de 1941, aumentou o entusiasmo dos nacionalistas. Paralelamente, membros do VNV tomaram postos nos ministérios belgas assi como na administraçom flamenga. De feito, este partido contava no 42 com cem mil membros e várias organizaçons sectoriais.

    Os líderes do VNV, entre eles De Clercq e Hendrik Elias, apostaram decididamente por colaborar no eido militar coas forças nacional-socialistas. Deste jeito criou-se umha unidade de voluntários dentro das SS, a Legiom Flandres, que combateu na frente oriental como vanguarda da luita contra o comunismo, aderindo-se à Nova Orde. A VNV controlava directamente a legiom nomeando os seus oficiais e formando companhias separadas. A partires do 44 tomam maior protagonismo o Partido Nacionalista Flamengo dos Trabalhadores e as SS-Flandres.

    Coa a invasom das forças judeu-capitalistas, os nacionalistas flamengos viram-se obrigados a fugir a Hannover, onde se criou o Governo Flamengo no Exílio.

    Por outro bando, temos que fazer referência à VVF, presente no Flandres francês. Coa ajuda das forças nacional-socialistas sacaram adiante no 1941 a publicaçom do seu órgano oficial bilingue, Le Lion des Flandres-De Torrewachter, desde o qual se difundiu umha mensagem ideológica racista e panneerlandista. Muitos nacionalistas flamengos de França chegaram a ingressar nas Allgemeine SS mais a invasom de Normandia polas tropas norte-americanas impediu posteriores avanços.

Bretanha

    O nacionalismo bretom é um dos exemplos mais interessantes, sobre todo para nós, como naçom celta, polo que há de ser ampliado devidamente em números sucessivos. Agora intentasse fazer só um brevíssimo achegamento ao que foi este movimento no período que abarca este trabalho.

    Com a libertaçom de França polas forças nacional-socialistas, os líderes do PNB (Strollad Broadel Breiz), Olier Mordred e Debauvais, podem regressar á Bretanha. Mordred lançou em 1942 a revista Stur, de aberto carácter nacional-socialista, e Debauvais, junto com Lainé, no 44 reeditou a revista Breiz Atao. Também organizou umha unidade de voluntários nacionalistas, a partires das milícias do PNB, as Bagadoù Stourm (Grupos de Combate), para luitar ao lado dos alemans e vingar aos militantes nacionalistas assassinados polas guerrilhas comunistas. Surgiu assim a Brigada Bezen Perrot que luitou baixo o nome de Bretonische Waffenverband der SS. No eido cultural, o Reich obrigou ao governo de Vichy a reconhecer o bretom como língua no ensino e deu-se-lhe certo grau de autonomia à regiom com a criaçom do Comité Consultatif de Bretagne. Tampouco se pode deixar de citar o Mouvement Ouvrier Social-National Breton (Movimento Nacional-Socialista Obreiro Bretom) fundado no 1941 por T. Jeusset.

    Em Junho de 1944, coa invasom das tropas judeu-capitalistas, as Bezen Perrot repregarom-se cara Alemanha ingressando nas SS ou mantiverom guerrilhas anticomunistas até finais do 44. Há muito que contar sobre a Bretanha. Há-se fazer em números posteriores.

Frísia

    Os primeiros contactos entre nacionalistas frisons e nacional-socialistas alemans tiveram lugar como derivaçom dos antigos vínculos estabelecidos nos anos vinte e trinta entre os nacionalistas e os grupos regionalistas militantes de Frísia oriental (a Ostfriesische Landschaft), interessados em reavivar a comum parentela entre frisons ocidentais, orientais e setentrionais. Esses contactos materializavam-se nos Congressos Gram-frisons celebrados desde 1925, estando presentes no último deles (1937) representantes do NSDAP.

    De feito, vários oficiais das SS procedentes da Frísia oriental fizeram propostas de um amplo autogoverno aos nacionalistas frisons. Éstos constituírom um triunvirato pouco despois, o Trijemanskip, integrado por Jaap Kalma, Sybesma e Folkerstma. O segundo era próximo ao partido nacional-socialista NSNAP e fundou meses mais tarde umha organizaçom nacional-socialista frisona, racista e anti-semita.

    Himmler e a organizaçom das SS Ahnenerbe (da que se falou anteriormente) mostraram interesse pola causa frisona, e de feito, as SS fomentaram a literatura em idioma frisom, deram oportunidades para publicar e ganhar prémios aos escritores do movimento frisom, e incluso decretaram a anexiom das ilhas nordholandesas de Vlieland e Terschelling à província de Frísia.

    Em Fevereiro de 1941, partido nacional-socialista de Sybesma e o Partido Popular Frisom uniram-se para formar um Conselho Frisom (Fryske Rie), que logo passaria a formar parte da organizaçom Saxo-Frísia, promovida por Ahnenerbe.

Conclusom

    Eis aqui um breve resumo de parte da história de seis naçons europeias. Seis naçons que no período 1938-1944 deram passos gigantes cara a sua libertaçom graças ao nacional-socialismo. Três destes povos acadarom o seu lugar próprio dentro da Nova Ordem Europeia e os outros três houveram feito outro tanto se nom for pola contra-ofensiva judia (comunista e capitalista). Meio século teria que passar para que Eslováquia, Ucrânia e Croácia recuperaram a sua liberdade trás serem submetidos ao inferno vermelho. Flandres, Bretanha e Frísia seguem a luitar por ela.

    A história da-nos a raçom. O nacional-socialismo é a única esperança para os povos oprimidos que nom queiram ser assimilados pola cultura judeu-capitalista ou sucumbir ante a aniquilaçom comunista. Porque somos nós, os nacional-socialistas, os que defendemos a Nova Orde Europeia, os que devemos luitar por umha Europa das Pátrias, umha Europa unida e libertada.

Mil Laighin