pt-1485tiny.gif (1311 bytes)

Imigração em Portugal  - Problemas e consequências

IMIGPORT 3

Imigport - Este é um conjunto de artigos publicados no Público de 13 de Agosto sobre a evolução demográfica do Japão. Como seria de esperar, do órgão oficial dos imigracionistas portugueses, a imigração é apresentada como uma solução de eleição.
Convém também mencionar que o parceiro do Público em alguns destes artigos é o "Los Angeles Times", que com o "New York Times" forma a charneira da imprensa americana controlada pela esquerda liberal ("liberal left").

Revolução Japonesa
Por JOÃO CARLOS SILVA
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2001

Solteiros que não querem casar para não prescindirem do seu estilo de vida; casais que preferem não ter filhos para poderem continuar a fazer o que lhes apetece; casais com filhos e sem tempo; mulheres entre duas gerações e com uma carga de trabalho brutal, a cuidar dos mais velhos e dos mais novos.


As histórias que hoje publicamos (e a que a revista do "Los Angeles Times" deu capa há umas semanas) passam-se no Japão mas, até certo ponto, podiam acontecer, e acontecem, em Portugal ou noutro país industrializado. O que torna importante este "fenómeno japonês" é o facto de o país do Sol Nascente estar a viver antes de qualquer um uma situação que muitas nações vão ter de enfrentar: a da inevitável diminuição (e envelhecimento) da população.

Imigport - A situação não é inevitável já que o mundo é o que nos fazemos dele, como diria a heroina do filme "Contact". Mas que é a melhor das alternativas, disso não tenham dúvidas.


Os números da reportagem são muitos, não deixam margem para dúvidas, e causam espanto: menos um terço de habitantes dentro de 50 anos e, no fim do século, talvez um milhão (!) de pessoas com mais de cem anos.

Imigport - 1 milhão de pessoas, bem formadas, cultas e com a experiência de 100 anos de vida! Que extraordinária riqueza! Ou será que o Público considera os idosos inúteis e descartáveis?


Em todo o mundo, só a Itália enfrenta, ao mesmo nível, este problema do envelhecimento da população, mas a entrada de imigrantes é uma espécie de antídoto que não permitirá uma situação-limite como a que o Japão experimentará. 

Imigport - Que disparate! E os problemas que a imigração vai trazer à Itália? Escaramuças étnicas como a que aconteceu recentemente em Oldham não contam como "situações-limite"? E porque é que o Público não menciona que mais de 70% dos italianos acham que existem imigrantes a mais no seu país? E porque é que o Público não menciona que os países escandinavos já à muito se aperceberam desta situação e puseram em prática medidas que conduziram a uma recuperação da taxa de natalidade que garante a reposição geracional sem necessidade de recorrer à imigração? 

Em Portugal, onde os últimos números de nascimentos, apesar de mostrarem uma linha ascendente, ainda não garantem uma substituição de gerações, o mais provável parece ser uma evolução como a italiana. No Japão, além da autêntica revolução em curso, correspondente a uma mais do que justa revolta das mulheres, existe uma enorme dúvida sobre a vontade de um país tradicionalmente fechado em absorver imigrantes.

Imigport - "Justa revolta das mulheres" ?!! Revolta contra quê? Justa porquê? E, pelos vistos, acham que a solução é importar imigrantes cujas mulheres não aspiram a essa "justa revolta"? Ai este Público que ainda vive no universo das fadas e das lutas de classes. Esta esquerda estúpida alguma vez vai aprender?


A maior parte dos teóricos e responsáveis governamentais vê um mar de perigos no envelhecimento do Japão.

Imigport - "A maior parte..." A esquerda é sempre assim. Nunca nomeiam esses teóricos ou responsáveis governamentais mas sabem sempre que aqueles que partilham das suas ideias, são "a maior parte". A esquerda tende a esquecer-se que os grandes saltos em frente da história, particularmente no domínio do saber, nunca foram dados pela "maior parte". Antes pelo contrário, a "maior parte" só soube oferecer resistência. Como dizia Maquiavel: "A mudança é o mais difícil de conseguir, porque quem a deseja oferece apenas um tímido apoio, mas que a rejeita oferece uma oposição feroz."

Alguns académicos [Imigport - Reparem: "Alguns" ] consideram porém que uma população que encolhe é não só inevitável como desejável. O norte-americano Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford e também teórico respeitado de demografia desde o seu livro de 1968 "The Population Bomb", não hesita em afirmar, quase provocador, que o Japão seria "um grande país para viver com 30 milhões de pessoas", um quarto do número actual. Pode até ser verdade, mas o grande desafio, e não só no Japão, é gerir este momento de transição. O problema nem é tanto o número de habitantes. É a relação entre jovens e velhos. Quem cuida deles? Quem paga as reformas e pensões? Para o Ocidente, a face mais mediática da sociedade japonesa são os jovens de roupas e estilos de vida extravagantes. Na verdade, são um pequeníssimo fenómeno. O grande fenómeno é a enorme e crescente legião de velhos.

Imigport - E qual é a tua solução, ó João Silva? É importar imigrantes? E onde vais descobrir imigrantes à prova de envelhecimento? No monte Olimpo? E se não encontrares esses imigrantes imortais como vais resolver para cuidar deles quando forem velhos? Quem é que vai pagar as reformas deles? Vais importar mais imigrantes? Não percebes que estas apenas a ADIAR o problema? 
Não, é claro que não percebes. Se fosses mais inteligente não trabalhavas para o Público.


João Carlos Silva 


O Japão Não Quer Ter Filhos

Por SONNI EFRON
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2001

Os especialistas mundiais em demografia não sabem bem o que vai acontecer. A razão é simples: não há precedentes. Até ao ano 2050, o Japão vai perder quase 40 milhões de habitantes, praticamente um terço da população actual. E será um país de velhos e de muito velhos. As consequências são imprevisíveis. As razões, essas, são conhecidas. Passam por uma reviravolta nos costumes mas, em especial, na consciência e no comportamento das mulheres. Como se pode ver nas seguintes quatro cenas da sociedade japonesa, "revolução" não é uma palavra descabida.

O que acontece a uma sociedade próspera e pacífica cujas mulheres decidem em massa que têm coisas melhores a fazer do que ter bebés? Ninguém sabe. Nunca aconteceu. Mas o Japão está prestes a descobrir. As mulheres jovens do país têm à sua disposição um arsenal sem precedentes de liberdades pessoais e profissionais, mas as alegrias das crianças e da vida familiar ainda estão ligadas a constrangimentos tradicionais. O resultado das decisões individuais de milhões de mulheres é uma greve colectiva a ter bebés. 

Para Sakiko Ono, uma designer gráfica de 34 anos, uma criança poderia arruinar a sua já longa relação amorosa com o marido. Para Mio Masada, uma endocrinologista de 31 anos, um segundo bebé acabaria com qualquer esperança de uma carreira prestigiosa. A professora de piano Sachie Takamori e o marido gostariam imenso de ter um segundo filho, mas a sua luta diária com as carreiras, o tempo que levam para chegar aos empregos e as obrigações familiares mal lhes deixam tempo e dinheiro para criar um.

Imigport - É claro que os imigrantes, miraculosamente, não estariam sujeitos a nenhum destes constrangimentos...


E por tudo isso a taxa de nascimentos cai. Dentro de seis anos, a população da segunda maior economia do mundo e do nono país mais populoso do planeta começará a encolher.


Mesmo de acordo com a previsão cor-de-rosa do governo, o Japão terá menos 14 por cento de cidadãos em 2050. Um terço da população terá mais de 65 anos e com mais de 80 anos haverá mais de 15 por cento. E isto partindo do princípio de que as mulheres japonesas começarão eventualmente a casar e a ter crianças.


Mas muitos analistas privados consideram mais realista a perspectiva de que a taxa de nascimentos continuará a ser baixa. Descontando a imigração e assumindo que a fertilidade não sofrerá alteração, a população japonesa cairá 31 por cento - de 127 milhões para 88 milhões.


Os ambientalistas afirmam que o declínio da população numa nação sobrepovoada e dependente das importações, como é o Japão, acabará por ser uma bênção, numa fase em que a população mundial deve disparar dos actuais 6.100 milhões para 9.300 milhões no ano 2050.

Imigport - Aqui estão obviamente a referir-se aos verdadeiros ambientalistas e não aos mediáticos eco-tontos da co-incineração.

Mas os economistas previnem que a falta de bebés pode atirar o Japão para um estado de recessão semi-permanente. A relação crescente entre reformados e trabalhadores colocará grandes desafios aos sistemas de pensões, de saúde e de segurança social, às práticas laborais, à Bolsa, talvez até à viabilidade do sistema financeiro.

Imigport- "Os economistas", e é claro que não são todos, continuam a viver no presente e no futuro próximo. Se a população do Japão continuar a crescer a um ritmo que consiga manter os sistemas de pensões, de saúde, etc, inevitavelmente chegará um dia em que sobra menos de um metro quadrado de território Japonês por habitante. Isso não causará problemas piores? Quando é que os demagogos estatófilos se convencem que são os sistemas de financiamento da segurança social que têm de mudar e não a taxa de crescimento da população?


Durante mais de uma década, os políticos procuraram sucessivamente empurrar, cortejar e finalmente subornar as mulheres para ter bebés. Mas enquanto os homens não puderem ou não quiserem ajudar a criar os filhos e forem penalizados se puserem a família à frente do trabalho, as mulheres dirão que não podem ter carreiras e crianças.

Imigport - Vejam o que fizeram os países escandinavos! É engraçado como os jornalistas de esquerda se "esquecem" dos exemplos que não lhes convêm.


O Japão não está só perante estes difíceis novos problemas sociais e económicos. O fenómeno vai afectar a maior parte das principais nações industrializadas.


Nos Estados Unidos, as taxas de fertilidade devem descer abaixo do chamado nível de substituição nos próximos 50 anos, mas a imigração e um grande número de cidadãos em idade de procriar manterão a população em crescimento constante.

Imigport - Pois, pois. E a queimar hidro-carbonetos, a construir em terrenos aráveis, a destruir reservas naturais, a produzir esgotos, a consumir água potável, cada vez mais escassa. Enfim, uma maravilha. Estamos no melhor dos mundos!


No entanto, de acordo com projecções da Divisão de População das Nações Unidas, em meados do século 39 países terão populações mais pequenas do que hoje. Até 2050, por exemplo, Rússia, Geórgia, Ucrânia, Bulgária, Itália, Hungria, Estónia, Letónia e Cuba devem todas perder um quarto, ou mais, das suas populações.


De facto, enquanto as populações das nações menos desenvolvidas continuam a aumentar, 64 países desenvolvidos têm agora taxas de nascimento inferiores a 2,1 crianças por mulher - o limiar para manter uma população estável. "As taxas de nascimento nunca antes caíram tanto, tão depressa, tão baixo, durante tanto tempo, em todo o mundo" - afirma o demógrafo norte-americano Ben Wattenberg. "Estamos em território inexplorado."


"A queda na taxa de natalidade e o envelhecimento da sociedade são terríveis para o futuro do Japão", diz Ryoichi Suzuki, especialista japonês em planeamento familiar. "Mas de nada servirá o governo dizer às mulheres para ter filhos se essa não for a escolha das próprias mulheres."


E, cada vez mais, o casamento - e em especial o criar crianças - é um mau negócio. Os custos financeiros, sociais e pessoais da maternidade são muito mais penalizadores para as mulheres japonesas do que para as muito mais reivindicativas europeias ou norte-americanas.

Imigport - Então não será por aqui que os responsáveis japoneses deverão começar a trabalhar? Porque falar já em abrir as portas à imigração? Reparem no entanto que este artigo do Los Angeles Times, apesar de tudo, é muito mais equilibrado que os do Público.



©PÚBLICO/Los Angeles Times 

Os Imigrantes Seriam Uma Solução
Segunda-feira, 13 de Agosto de 2001

Imigport - Tinha que ser! Que outra coisa se esperaria do Público?

Imaginem o Japão daqui a 50 anos com menos um terço de cidadãos. Ou uma criança nascida hoje a chegar aos 100 anos num país que terá apenas metade dos habitantes que tem agora - o mesmo número que tinha em 1928.


Será esse Japão um país mergulhado numa recessão semi-permanente, onde as vozes de crianças raramente se ouvirão? Onde pelas ruas hoje vibrantes do bairro de Shibuya, tão cheias de pessoas que é difícil abrir um chapéu de chuva, se passeiem grupos de velhos relativamente pobres e não jovens vestidos de forma completamente bizarra?

Imigport- De facto... deve ser difícil de renunciar a esse "prazer" de andar em ruas tão cheias de gente que nem se consegue abrir um chapéu de chuva. E porque é que o Japão da altura têm de viver necessariamente numa recessão semi-permanente? O que é isso de recessão semi-permanente? E porquê é que esses grupos de velhos têm de ser relativamente pobres? Quem garante a este articulista que esses velhos não acumularam poupanças e/ou fizeram aplicações que lhes permitem viver uma velhice confortável? 
É típico da esquerda acreditar que os cidadãos são demasiado estúpidos para tomar as decisões mais acertadas sobre o seu futuro sem os conselhos dos grandes sábios da esquerda.


Ou será antes um paraíso onde os robots façam a maior parte dos trabalhos menores e homens e mulheres hipereducados e muito bem pagos, alguns dos quais podem ter 85 anos, cumpram pequenos turnos de trabalho em competição com outros concorrentes numa economia global de alta tecnologia? Onde os residentes de Tóquio, pela primeira vez num século, possam ter espaço, preços razoáveis no imobiliário, ar limpo, um trânsito decente e a capacidade de ler o jornal (ou o seu equivalente digital) no metro?

Imigport - Olá...


Não é um exercício teórico. São peças de debate entre intelectuais, ambientalistas e técnicos de planeamento governamentais. É um debate com ressonância em todo o mundo. Cerca de 39 países vão experimentar nos próximos 50 anos um declínio da população, ainda que o número de habitantes do planeta continue a subir em flecha para chegar aos 9.300 milhões, segundo a Divisão de População das Nações Unidas.


As dimensões do declínio da população japonesa ainda são incertas. Mas mesmo que as mulheres comecem a ter mais bebés, o Japão perderá 14 por cento da população até 2050. E se a fertilidade não recuperar, a população diminuirá para metade no espaço de um século. "Nunca vimos isto", afirma Joseph Chamie, director da agência da ONU. "Não temos experiência suficiente para dizer o que acontece quando uma população diminui em 50 por cento."

Imigport - Também à 50 anos atrás ninguém sabia o que ia acontecer quando a população AUMENTA em 50%. 


Chamie diz que seria um erro olhar para tudo isto como meras hipóteses. E nota que em 1953 a ONU projectou que a população mundial no ano 2000 seria de 6.200 milhões. Calcula-se que ande pelos 6.100 milhões. Ou seja: as projecções demográficas são muito mais rigorosas do que as do tempo ou da economia.

Imigport - Pudera, são muito mais fáceis de quantificar e seguem um padrão perfeitamente previsível.


O número de habitantes do mundo com mais de 80 anos aumentará cinco vezes até 2050. Só a China terá 400 milhões de pessoas com mais de 60 anos. O Japão terá quase um milhão com mais de 100 anos.


O envelhecimento terá efeitos enormes sobre as nações mais industrializadas. Mas há diferenças importantes por país. A Europa tende para um desemprego elevado e reforma antecipada e já absorveu milhões de imigrantes. A economia do Japão está construída com base num desemprego baixo, com pessoas que querem continuar a trabalhar durante o máximo tempo que puderem.


O único país cuja população é ainda mais velha do que o Japão é a Itália. Mas enquanto a Itália juntou à sua população um grande número de jovens imigrantes, a mera possibilidade não agrada nada aos japoneses. Para manter a sua população estável, o Japão precisaria de 17 milhões de imigrantes até 2050, segundo um estudo da ONU. Isso significaria que 18 por cento da população seria de imigrantes - em comparação com o 1 por cento actual.

Imigport - Imigrantes esses que, pelos vistos, não vão envelhecer. E cujas mulheres vão ficar obedientemente em casa a ter filhos. E cujos filhos vão se sentir Japoneses e integrar-se perfeitamente na sociedade Japonesa, cujos valores, tradições e cultura vão respeitar... 
Não, a esquerda imigracionista não aprende mesmo...

 

pt-1485tiny.GIF (828 bytes)

IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL   

REFLEXÕES POLITICAMENTE INCORRECTAS

Home Números  Comparações Projecções Consequências
Fórum Reflexões não-PC Inquérito Contactos Links Legislação

A equipa do IMIGPORT 2001