pt-1485tiny.gif (1311 bytes)

Imigração em Portugal  - Problemas e consequências

IMIGPORT 3

Do Diario de Notícias

"Africanos não baixam média"

N'Gunu Tiny fala sobre a sua experiência como presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa


Cadi Fernandes
DN-Paulo Spranger
DESABAFO. "Sempre que vou com um colega branco tratar de assuntos ligados à Associação de Estudantes, pensam logo que ele é que é o presidente..."

São mais de seis mil os estudantes africanos inscritos em Portugal (4645 em universidades e 1693 em politécnicos), mas, apesar dessa "representatividade", só um jovem negro conseguiu chegar a presidente de uma Associação de Estudantes (AE). Chama-se N'Gunu Olívio Noronha Tiny, tem 23 anos, e é presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.
Ao DN, disse: "Quando chegam estudantes africanos, as expectativas são poucas. Pensa-se logo que vão estragar a alta média da faculdade. A verdade é que dos 15 melhores alunos da faculdade dois são negros e dos três melhores um é africano." Ele próprio. "Sou bom aluno, mas o melhor é o meu amigo Marcos Pereira. Tenho vários colegas africanos que também são bons alunos."

Imigport - É curiosa a prosa de Nguni: “Pensa-se logo que vão estragar a alta média da faculdade”. A verdadeira preocupação deveria ser com a qualidade do ensino já que uma escola é tão boa quanto os seus alunos. O facto da média ser alta não significa nada em si mesmo e neste caso particular pode sugerir apenas que os professores da Nova são mãos largas a dar notas. Os alunos de Faculdade de Engenharia da Nova sempre tiveram melhores notas que os do técnico e não eram melhores alunos por isso.


O dirigente associativo reconhece que o facto de estar à frente da AE, até ao dia 25, quando se realizam eleições, é sinal de que "algo está a mudar ao nível das mentalidades. Houve pessoas que acreditaram em mim e "aceitaram" ser vice-presidentes e vogais de uma lista liderada por um africano." Mas a mudança não é assim tão radical que invalide o desabafo: "Sempre que vou com um colega branco tratar de assuntos ligados à AE, pensam logo que ele é que é o presidente..."


Imigport - Não se percebe a razão do ressentimento do senhor N’Gunu Tiny pelo facto de as pessoas pensarem, quando ele se encontra acompanhado por um colega branco e não se identifica desde logo, que o dito colega branco é que é o presidente da Associação de Estudantes. Não existe aqui, repito, qualquer intenção secreta de humilhar o verdadeiro presidente (embora eu desconfie que ele pense que sim…), mas mais uma vez ele parece esquecer-se que Portugal ainda é um país mais do que maioriariamente branco, tal como o são a generalidade dos alunos universitários (e os negros que frequentam o ensino universitário português são quase todos estrangeiros e não se envolvem em aventuras associativistas), pelo que é uma mera e normal decorrência da lei das probabilidades o pensar-se que o presidente de uma associação universitária é o estudante branco e nada mais. A brincar, eu diria que o contrário, atendendo às condições apontadas, é tão comum como um iglô com frigorífico no Ártico ou um beduíno utilizar no deserto uma máquina de aparar relva, ou ainda, mais seriamente, como um estudante branco presidir à Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto (Luanda) ou à sua congénere da Universidade Eduardo Mondlane (Maputo):   

De resto, estranha-se que o senhor N’Gunu Tiny se tenha esquecido (convenientemente para ele, realce-se) de referir os milhões de contos anualmente despendidos pelo contribuinte português com os imigrantes africanos, mormente em habitação social, educação, saúde e segurança, isto para além de ter de suportar a concorrência desleal daqueles em termos laborais; muito a propósito, também não referiu que se encontra a frequentar uma universidade pública, paga com dinheiros públicos, provavelmente à custa de um contribuinte que viu o seu filho ou neto impedido de frequentar essa mesma universidade em virtude do sistema de "numerus clausus" (que não é aplicável ao senhor N’Gunu Tiny, pelo simplíssimo facto de ele ser um estrangeiro oriundo dos PALOP);  

Aliás, se é normal um negro ser presidente de uma associação estudantil em Portugal, não devendo tal ocorrência revelar nada de mais, então porque é que o "Diário de Notícias", por intermédio da Senhora Dona Cadi Fernandes, uma especialista de há muito em desinformação relacionada com a temática da imigração selvagem terceiro-mundista, entende fazer de tal tema matéria para a elaboração de uma notícia a publicar? Realmente, não se compreende;  

Tiny lamenta que, apesar de prosseguirem estudos de nível superior, em Portugal não haja "negros em lugares de destaque, empresários, académicos (tirando alguns assistentes na Clássica), advogados, magistrados". "Lembro-me do director de Cooperação da Gulbenkian, de um jornalista negro na TVI e pouco mais." Qual o motivo desta falta de visibilidade? "As autoridades portuguesas ainda não perceberam que uma coisa é fazer a integração dos clandestinos, outra, bem diferente, é fazer uma integração completa." 

Imigport - 1º) Não existem mais negros em lugares como os que foram referidos - directores-gerais, magistrados, empresários, membros de profissões liberais, por exemplo -, não porque a isso se oponha um sinistro e tenebroso desígnio oculto da população portuguesa, mas pela simples razão de que tais carreiras são o culminar de longos processos de estudo e de trabalho iniciados há vinte cinco, trinta, trinta e cinco e mais anos, numa época em que o quantitativo de negros existente em Portugal era praticamente nulo, não permitindo tal número, pela sua escassez, que eles actualmente tenham outra representação nesses campos que não a presente, ou seja, quase nenhuma;  

Mas o que é que o Sr. N’Guno quer propor exactamente quando diz “fazer uma integração completa”? Está por acaso a sugerir um sistema do tipo “discriminação positiva à americana”? De que outra maneira se pode interpretar a frase utilizada?

Então, muito mais grave do que tudo o que comentei até agora, sobretudo por vir da boca de um aluno de Direito, e mais estranho por ele aparentemente estar entre os melhores do seu curso, é o senhor N’Gunu Tiny, à revelia do que é consagrado constitucionalmente, omitindo descaradamente esse conhecimento, vir, aparentemente, propor a introdução em Portugal de um sistema dito de discriminação positiva ou de acção afirmativa, mas que na verdade não passa de um esquema de racismo anti-branco, em que um negro, só por ser negro, e independentemente das suas reais e efectivas qualidades, quando em concorrência com branco é preferido face àquele;  

 
Como é que, perante os seus pares, Tiny venceu a barreira do preconceito? "No fim do primeiro ano de funcionamento da faculdade, houve eleições. Ganhou a lista do André Miranda, actual presidente da Associação Académica de Lisboa. Eu encabecei uma lista concorrente, a última a apresentar-se. Mesmo assim, fomos à segunda volta e ganhámos no Conselho Fiscal; na Assembleia Geral perdemos por dois votos; e na direcção por quatro."

Imigport - A jornalista continua com a descrição “heroica” do muito esforçado Ngunu para vencer “a barreira do preconceito”

 
Em resumo, os africanos, em esmagadora parte com menos de uma dezena de anos de presença em Portugal, entrados quase todos ilegalmente no país e à revelia das leis vigentes; sucessivamente regularizados às dezenas de milhar em processos que são autênticos triunfos do facto consumado sobre o Estado de Direito e a vontade soberana nacional expressa no ordenamento jurídico em vigor; demonstrando uma atitude de permanente, constante e nem sequer escondida agressividade para o povo hospitaleiro (pelo menos, verbal e ideológica, como é o caso do senhor N’Gunu Tiny), povo hospitaleiro esse que na sua maior parte não lhes pediu para virem para Portugal, nem tirou qualquer proveito da sua presença, apesar de todos os benefícios que eles africanos obtêm em termos de trabalho, habitação, saúde e educação; e, mau-grado o facto de por ora só serem cerca de 2,5% do total da população, não os impede esse número da arrogãncia de tentarem impor legislação discriminatória contra nós portugueses na nossa própria terra, onde as nossas raízes mergulham à séculos sem fim; urge perguntar: do que é que esta gente será capaz quando aqueles 2,5% se transformarem (se o deixarmos, é certo…) num número superior, muito superior? Dá que pensar  

 

Agradecemos a colaboração de jeerre@hotmail.com

 

pt-1485tiny.GIF (828 bytes)

IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL   

REFLEXÕES POLITICAMENTE INCORRECTAS

Home Números  Comparações Projecções Consequências
Fórum Reflexões não-PC Inquérito Contactos Links Legislação

A equipa do IMIGPORT 2001