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O INCRÍVEL FÓRUM DE BARI
O incrível Fórum de Bari sobre as migrações
trans-mediterrânicas
Realizou-se um colóquio sobre a imigração em
Bari, Itália, nos dias 17 e 18 Junho 2002, intitulado o
IV Forum
parlamentar euro-mediterrânico, que reuniu parlamentares
europeus e magrebinos (Marrocos, Argélia e Tunísia). Teoricamente,
o encontro era destinado a determinar os meios necessários
para combater os fluxos migratórios ilegais. Mas as
resoluções finais provam o contrário, que em nome de
princípios humanitários suicidários, os parlamentares
europeus comprometeram-se a favorecer ainda mais a vaga
migratória.
As conclusões do Fórum podem resumir-se aos
seguintes pontos:
1) favorecer a integração e os direitos dos imigrantes
2) preservar as suas respectivas identidades culturais na
Europa (contraditório com o ponto anterior)
3) melhorar as suas condições de vida (logo mais subvenções)
4) aumentar o reagrupamento familiar e o número de vistos
para a África do Norte «afim de encorajar a migração
legal e a circulação de pessoas entre os dois lados do
Mediterrâneo»
5) só expulsar os clandestinos na medida «em que
é respeitado escrupulosamente o direito internacional
humanitário», o que significa não expulsar ninguém.
Em resumo, para os parlamentares europeus, não
existem ainda suficientes muçulmanos na Europa...
Ainda mais grave e idiota : « é preciso
promover medidas tendendo a sensibilizar o público [
europeu] para os benefícios resultantes da imigração
legal e temporária [que
nunca o é ] e do diálogo-intercultural».
Dito de outro modo: financiar campanhas de
propaganda para convencer os Europeus que, contrariamente
às aparências, a imigração é benéfica.
Evidentemente, para reduzir a imigração
clandestina e favorecer “o regresso”, encontramos
sempre as mesmas duas propostas ingénuas que nunca
funcionaram:
1) a ajuda ao desenvolvimento dos países donde procedem
os imigrantes
2) fazer assinar por estes últimos « acordos de
repatriamento dos seus nacionais».
Os parlamentares dos países árabes que
participaram neste
Fórum ( e que vivem todos em regimes políticos onde não
são respeitados nenhum dos direitos do homem e nos quais
não é tolerada nenhuma imigração legal ou ilegal )
devem ter ficado radiantes com a moleza, a credulidade, o
humanitarismo baboso e sobretudo a inconsciência total
dos europarlamentares.
Tradução: J.Medeiros