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Imigração em Portugal  - Problemas e consequências

IMIGPORT 3

 

Do Expresso de 14 de Julho:



MARY Robinson, ex-presidente da República da Irlanda e actual alta-comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, é uma mulher singular: corajosa, determinada, invulgarmente inteligente, com uma preparação jurídica excepcional, idealista e visionária.

IMIGPORT – É engraçado como estes esquerdelhos se acham com um espécie de dom natural para efectuar testes psicotécnicos à distancia. Aqueles que partilham das suas crenças ideológicas são “singulares”, “corajosos”, “invulgarmente inteligentes”, “idealistas e visionários”, etc. Os não partilham das suas crenças já são “ignorantes”, “retrógrados”, “estúpidos”, “intolerantes”, etc

Como alta-comissária tem realizado um trabalho notável - o que é, aliás, genericamente reconhecido.

IMIGPORT – “Genericamente reconhecido” pelos seus “compagnions de route”, claro.

No quadro desse trabalho está agora a organizar para Durban, na África do Sul, de 31 de Agosto a 7 de Setembro, uma Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância. Trata-se de uma conferência importante, pela urgência e actualidade do tema - muito mais vasto, grave e complexo do que se imagina -, e pela qualidade das individualidades convidadas, entre as quais vários chefes de Estado e de Governo. A conferência tem como personalidade de referência Nelson Mandela, que preside a um grupo de «eminentes personalidades», como se lhes chama: Oscar Arias, Patrício Aylwin, Jimmy Carter, Príncipe El Hassan, Cardinal Etchegaray, Gorbatchov, I. K. Gujral, Federico Mayor, Elie Wiesel - entre outros, menos conhecidos, nos quais fui também incluído.

IMIGPORT – “personalidade de referencia” como Nelson Mandela? “Eminentes” como Jimmy Carter ? Não me façam rir! É coincidência o facto de serem todos de esquerda? Claro que ele também tinha de ser incluído ainda que entre os menos conhecidos...

A função principal do grupo consiste em promover amplos debates preparatórios da Conferência de Durban que venham a conduzir a níveis elevados de consciência política, entre os participantes, acerca do flagelo do racismo, da xenofobia e da intolerância, que estão a proliferar, ao contrário do se pensa, criando problemas de difícil resolução nas sociedades do nosso tempo, tanto nos países em via de desenvolvimento como nos países desenvolvidos.

IMIGPORT – Então e o flagelo das taxas de natalidade insustentáveis? Dos sistemas económicos ineficientes de cariz socialista? Dos governantes corruptos e incompetentes? Das mentalidades e culturas arcaicas? Da intolerância ideológica?

A amplitude e o significado dos movimentos migratórios, a que se assiste em todo o mundo, estimulados pelas dificuldades económicas [...]

IMIGPORT – E o que é que está na base dessas dificuldades económicas?

[...] e pela aspiração legítima a melhores níveis de vida, 

IMIGPORT – E se essa “aspiração legítima a melhores níveis de vida” for incompatível com a manutenção dos actuais níveis de vida dos Europeus, também não é legítimo que estes os tentem defender?

[...] a falta de trabalho não-qualificado nos países desenvolvidos - que explica a emigração clandestina, com todas as formas de exploração a que geralmente dá lugar – [...] 

IMIGPORT – Que disparate abismal! Então a Europa andou décadas a investir na qualificação dos seus recursos humanos para agora chegar à conclusão que afinal precisa de trabalho não qualificado? Então e a automação que está a substituir o trabalho mais repetitivo e indiferenciado? Não eram os intelectuais de esquerda que tanto criticavam a repetitividade desumana dos trabalhos dos operários nas fábricas? E agora querem importar estrangeiros para fazerem isso? Não acreditam que a Inteligência Artificial pode ir mais longe? Nunca repararam nas potencialidades e nos sucessos das tecnologias da automação?

Estes socialistas são uns demagogos incorrigíveis: 

-          Primeiro defendem a entrada de trabalho não qualificado.  

-          Esses trabalhadores vão ser inevitavelmente mais mal pagos que os trabalhadores qualificados Europeus, pela razão obvia de que, se recebessem o mesmo, eram os trabalhadores europeus, mesmo qualificados, que faziam esses trabalhos. 

-          Os trabalhadores importados estão assim condenados a ser mais pobres. 

-          Depois lá vêm os socialistas, sempre hábeis exploradores de ressentimentos, a chamar a atenção para os “graves desequilíbrios sociais” que é preciso resolver! E quem é que os vai resolver? O Estado! 

-          E quem é que precisa do Estado para dar emprego aos seus boys, que não são suficientemente competentes ou úteis para arranjar emprego no mercado de trabalho? 

Está a perceber o que está por detrás disto tudo?

[...] o desconhecimento do outro e a falta de respeito pelo que é diferente, [...] 

 IMIGPORT – O dr. Soares já se deu ao trabalho de ler os trabalhos dos economistas imigro-céptidos ? Então? Isso não é “desconhecimento do outro”? Não representa “falta de respeito pelo que é diferente”?

[...] os preconceitos de raça, de sexo e de religião, [...] 

IMIGPORT – E os preconceitos ideológicos? E aqueles defensores da igualdade que depois se inscrevem em sociedades secretas de acesso restrito? 

[...] o aumento da pobreza no mundo, [...]  

IMIGPORT – Provocada porquê? As mulheres africanas continuam a ter uma média de 5 filhos...

[...] constituem outras tantas causas dos movimentos migratórios, com todos os sofrimentos que acarretam para as populações.

Como lutar eficazmente contra estes flagelos - o racismo, a xenofobia, a intolerância, a indiferença pelo outro - sabendo, como sabemos, que tudo radica na falta de educação cívica, na impreparação relativamente aos direitos humanos, na pobreza e na ausência de políticas sociais includentes? 

IMIGPORT – Sabemos? Mas afinal o que é o racismo? O que é a Xenofobia? Estes senhores nunca se deram ao trabalho de definir rigorosamente estes conceitos e como tal existe uma confusão de significados que se presta na perfeição à exploração pelos grandes demagogos do socialismo universalista. E já agora, falemos de Intolerância! O dr Soares sabe o que é a tolerância? Tolerância é acreditar que quem não pensa como nós tem tanto direito de ter razão como nós! O dr. Soares já reparou como na prática é um INTOLERANTE?
Já agora, se “como sabemos, [...] tudo radica na falta de educação cívica, na impreparação relativamente aos direitos humanos, na pobreza...” o que é que ganhamos em importar pessoas ainda menos educadas civicamente, ainda mais impreparadas relativamente aos direitos humanos e ainda mais pobres que os europeus? O que é que isto vai resolver?

Esta pergunta crucial está relacionada com o que dizia recentemente em Lisboa o economista indiano Amartya Sen, prémio Nobel: «Haver fome no mundo é uma questão política». Porque o estado actual dos conhecimentos e dos meios de intervenção ao nosso alcance, permitem-nos erradicar a pobreza, a nível global, com a condição de haver vontade política para o fazer da parte dos governos.

IMIGPORT – É sempre tão fácil! E é tudo uma questão política! E claro que é confirmado pelos economistas de esquerda premiados pela esquerdista academia Nobel. Ou seja, o facto de haver pobreza no mundo é da exclusiva responsabilidade dos países ricos, que são muito mauzinhos, e mantêm os países pobres, que são muito bonzinhos, na miséria! 
E há pessoas que acreditam nisto!


Ninguém duvida de que assim é.  

IMIGPORT – E ele a dar...

A chamada taxa Tobin (se fosse aplicada e depois distribuída equitativamente como proposto - incidindo sobre os fluxos especulativos de capital, que circulam no mundo, de bolsa de valores em bolsa de valores, de Tóquio a Nova Iorque, passando por Fankfurt, Londres e Paris) ninguém duvida de que resolveria largamente o problema da erradicação da pobreza e do subdesenvolvimento.   

IMIGPORT – Este dr. Soares pôs-se a desfolhar um livro de macroeconomia e descobriu numa nota de rodapé esta sugestão do Tobin e imediatamente achou que o facto de a citar num artigo do Expresso lhe dava um ar “eminente”.
Repare como ele acha que tem uma espécie de capacidade telepática de auscultar a opinião de toda a gente uma vez que usa repetidamente a expressão “ninguém duvida”. 
 
E claro que continua com complexos marxistas. “Fluxos especulativos de capital” ? O que o capital faz é andar à procura das aplicações que maximizam a sua rentabilidade, premiando deste modo os empresários e governantes competentes e penalizando os incompetentes. É por isto que ele não vai para os países de onde vêm os queridos imigrantes do dr. Soares. Mesmo os especuladores puros têm um papel a desempenhar no mercado; eles contribuem para aumentar a liquidez e por se aproveitarem das ineficiências do mercado acabam por contribuir para que ele seja cada vez mais eficiente. Exemplo disso aconteceu quando os estados europeus puseram na cabeça que conseguiam manter os câmbios das moedas europeias dentro da faixa estreita. Os especuladores fizeram fortunas a explorar isso.

Mas qual é a ideia base do dr. Soares? 
Nada mais nada menos de que a pobreza do terceiro mundo se resolve com dinheiro!

A África recebe milhões anualmente e está cada vez mais pobre! Portugal recebeu milhões da UE e continua o país mais pobre da UE. O problema não é o dinheiro, sr. Soares mas a falta de ideias e capacidade para as implementar.

Já agora porque não impor também uma taxa sobre os fluxos de capital que entram e saem das fundações fundadas por personalidades de esquerda? Poderíamos chamar-lhe a Taxa Soares! Que tal? Haverá melhor forma de imortalizar o nome da família Soares? O dinheiro talvez não fosse tanto como o da taxa Tobin mas era dinheiro de esquerda! Dinheiro humanista e socialista não conspurcado pelo mercado!

Sem já querer referir uma radical redução dos armamentos.

IMIGPORT – Boa! Dêem mais dinheiro aos governantes corruptos de África que eles imediatamente vão gastar MENOS em armamento. Só mesmo o dr. Soares! 

Contudo, num mundo conduzido pelo neoliberalismo, em que o dinheiro é rei, os valores humanistas e o sofrimento dos outros não contam, dado que o importante é o «struggle for life»[...],  

IMIGPORT – O Liberalismo, original ou na variante “neo”, não defende que “o dinheiro é rei”. Não nos podemos esquecer que o liberalismo nasceu precisamente do iluminismo escocês, que punha a honestidade e a ética acima de tudo. O próprio capitalismo, ao contrário de selvagem, funciona tanto melhor quanto maior for a confiança entre as pessoas.
Nos países capitalistas mais desenvolvidos, como o Japão ou os países da Escandinávia, contratos de milhões de dólares são acordados com um simples aperto de mão. Sem contratos nem advogados, porque as pessoas CONFIAM na HONESTIDADE umas das outras.
Se existem PESSOAS que colocam o dinheiro acima de tudo, isso é problema DESSAS PESSOAS e não do liberalismo.
O Liberalismo é apenas um instrumento, que pode ser bem ou mal utilizado. Do mesmo modo, uma frigideira é apenas um instrumento, que pode ser usado para fazer as melhores omeletas do mundo, as piores omeletas do mundo ou pode ser usada para bater na cabeça de uma velhinha. A culpa não é da frigideira mas do uso que se faz dela.
É curioso como os esquerdelhos usam esta lógica em relação ao que se passou nos países de Leste: Segundo eles, o fracasso dos sistemas socialistas implementados na Europa de Leste, deveu-se a uma má aplicação por parte das PESSOAS que detiveram o poder nesses países e não pelo facto da ideologia ser má ou estar errada. No entanto, quando se trata de combater o liberalismo, então aí, “já todos sabemos” que a culpa é do sistema...

  

[...] é difícil pôr em aplicação políticas sociais progressistas que, no plano nacional e internacional, pudessem minorar sensivelmente a pobreza. 

  

IMIGPORT – Ora bem! Cá está a solução! Nem mais nem menos que “a aplicação de políticas sociais progressistas” ! E quem é que as vai aplicar? O Estado! E o que é o Estado? São os edifícios? Os gabinetes? Os dossiers? Não! O Estado são pessoas! Pessoas iguais às que operam no mercado e que, como elas, também têm fraquezas, vícios e vulnerabilidades. Se as pessoas que operam no mundo do tal “neoliberalismo” são movidas pela ganância e desprezam o sofrimento dos outros, porque carga de água é que as pessoas no estado têm de ser diferentes? O que se observa é precisamente o contrario; os funcionários públicos a terem uma postura arrogante do mais completo desprezo pelo seu concidadão. E são estas pessoas que vão aplicar as tais políticas progressistas? Só mesmo esquerdelhos para acreditar nisto!
Se houvesse um processo de selecção rigoroso na contratação de funcionários públicos, ainda se poderia dar o beneficio da duvida a estas ideias, mas todos sabemos que isso não é assim. O Governo de Guterres encaixou mais de 50 000 novos funcionários públicos “recrutados” de entre a clientela PS, ou seja, uma forma extrema de discriminação ideológica. Alguém acredita que estas pessoas eram os 50 000 melhores portugueses para exercer funções no estado? Eles nem sequer eram necessários!

  

A economia de mercado, além de contribuir poderosamente para o desenvolvimento dos povos, gera necessariamente desigualdades [...]   

  

IMIGPORT – E sabe porquê dr. Soares? Porque as pessoas não são iguais. Elas têm diferentes atributos e capacidades que por sua vez são valorizados de forma diferente pela sociedade. É por isto que um neurocirurgião há de ganhar sempre mais que um carpinteiro porque as capacidades necessárias à execução, com sucesso, da profissão de carpinteiro são muito mais comuns na população do que as capacidades necessárias para se ser um bom neurocirurgião. Se vocês, esquerdelhos, se puserem a tentar alterar isto, impondo que os dois têm de ganhar o mesmo, o resultado que obtêm é uma falta de neurocirurgiões que farão o raciocínio óbvio: “Para quê o esforço?”.  

Numa economia de mercado, o facto de uns terem mais do que outros é o preço a pagar para que a sociedade, como um todo, tenha muito mais riqueza do que aquela que seria gerada se todos tivessem o mesmo. Nesse tipo de sociedade, como se provou em todos os países onde foram implementados modelos socialistas, o cidadão médio era muito mais pobre do que os pobres nos países capitalistas.

[...] e desequilíbrios 

IMIGPORT – Os mais graves desequilíbrios resultam das leizinhas estúpidas que vocês usam para montar os vossos grandes esquemas de engenharia social.

E a erosão dos Estados - que é um fenómeno correlativo da globalização - não deixa margem a que se possam corrigir essas mesmas desigualdades. Daí as injustiças crescentes.

IMIGPORT – A correlação não implica causalidade. Países extremamente abertos ao comercio internacional, como Singapura, têm estados eficientes e com autoridade. Não se ponha a arranjar desculpas ó dr. Soares.
Este parágrafo mostra claramente que na opinião do dr. Soares só o Estado pode corrigir essas “desigualdades”. Ele é um estatista convicto. É pena que não desenvolva como é que o estado deveria corrigir essas desigualdades. Tirando dinheiro a uns para dar a outros? Impedindo que os cidadãos enriqueçam?

É por isso que uma iniciativa como a visada pela Conferência de Durban - reunindo tantas e tão prestigiadas individualidades - é tão oportuna e significativa. Representa, obviamente, a vontade de remar contra a maré, a favor das nobres causas do humanismo socialista, em favor de uma cultura de paz e da dignidade humana. 

  

IMIGPORT – “a favor das nobres causas do humanismo socialista, em favor de uma cultura de paz e da dignidade humana” !! 

Puro “Bullshit”.  

Em temos de slogan é da mesma qualidade daquele do sabonete Lux ; “usado por nove em cada dez estrelas de Hollywod” ou então aquele dos Cowboys; ;”Came to Malboro Country”. Este “humanismo socialista” na versão implementada por Lenine e Estaline matou dez vezes mais pessoas que o regime Nazi! E eles ainda falam de humanismo socialista... 

  

Afinal, se a Terra é uma só e cada vez mais pequena, se todos somos iguais e estamos no mesmo barco - como se reconhece - partilhando o mesmo destino e a mesma condição (independentemente de raças, sexos ou posições sociais!) não se impõe que sejamos mais solidários e menos egoístas? É uma questão de ética e também de educação.

 

IMIGPORT – Se todos fossemos iguais, e o dr. Soares tivesse de ir pessoalmente tratar de qualquer assunto junto da burocracia do estado português, ou se tivesse de recorrer aos médicos da caixa, rapidamente perdia as suas ilusões da benevolência do estado. 

Porque é que o dr. Soares só critica a distinção das pessoas em termos de raça, sexo ou posição social? Não acha que também partilham o mesmo destino comum os membros das sociedades secretas, como a maçonaria? E os membros das clientelas partidárias? E os membros das famílias muito bem relacionadas, não deveriam partilhar o mesmo destino das famílias que não conhecem ninguém importante? 

Este fenómeno da atracção irresistível dos socialistas pelas sociedades secretas é muito interessante. Eles que não se cansam de pregar a igualdade e a redução dos privilégios, depois reúnem-se nestes clubes de acesso ultra restrito! Porquê? 

Não é certamente para puderem participar, vestidos de palhaços, em rituais ridículos. Qualquer rancho folclórico serve para isso.  

Também não é  por ser a única forma ou sequer a melhor de fazer o bem. Para isso não precisavam de ser sociedades secretas.

No fundo, o objectivo destas maçonarias, a que os socialistas são atraídos como moscas por dejectos, não é precisamente para evitar que os seus membros partilhem “o mesmo destino e a mesma condição” que os outros?

Viva a hipocrisia! Não é dr. Soares?  


E-mail do dr. Soares: msoares@fmsoares.pt  Mandem-lhe cumprimentos.
 

 

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