|
QUAIS SÃO
AS VERDADEIRAS CAUSAS DA INVASÃO MIGRATÓRIA ?
Será, como sustentam certos pseudo-pensadores de extrema-direita tão ignorantes dos factos-sociais como adeptos de clichés marxistoides fáceis ( para “dar uma de povo”), a «lógica do capital», gerido por um patronato cínico que importaria mão-de-obra extra-europeia como se se tratasse de matéria prima a baixo preço ?
Não: esta tese estúpida é pulverizada pelos factos.
1) Segundo o Insee*, desde os últimos dez anos,
95% dos migrantes são clandestinos ou
falsos refugiados ou de famílias que beneficiam do
reagrupamento familiar, portanto são beneficiários e não
são trabalhadores que se iriam inserir no mercado de
trabalho. 2) Na Alemanha, Espanha e Itália as empresas têm
renunciado a recrutar mão de obra proveniente do Terceiro
Mundo, ao contrário dos anos 70, porque ela é de má
qualidade. Nesta última estação, os agricultores espanhóis
recusaram-se a contratar marroquinos para a colheita de
frutos e preferiram os polacos.
No decorrer do lamentável encontro de Sevilha
(em finais de Junho de 2002) sobre a coordenação das políticas
de imigração, no qual o Conselho Europeu, empurrado pela
França chiraquiana** renunciou a aplicar sanções contra
os países de onde provêm a imigração clandestina, o
ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, Josep Piqué,
declarou doutamente, em linguajar politiquês que a presidência
espanhola da UE « deveria colocar a ênfase numa
perspectiva global, equilibrada e integrada, visando
atacar as causa profundas dos fluxos migratórios»
Estas “causas profundas” não são muito difíceis
de adivinhar: não se trata em caso algum da nossa
incapacidade em tirar da pobreza o Terceiro-Mundo que,
apesar dos enormes recursos naturais, a despeito de uma profusão
financeira constante, de ajudas incessantes e das anulações
das dívidas, é incapaz de viver de outra maneira que
não num estado endémico de guerras, de crises, de assistência
e de irresponsabilidade generalizada.
A causa dos fluxos migratórios, que Josep Piqué
parece procurar avidamente, é a seguinte : não a
“globalização” , não o “grande capital”, não o
“hiperliberalismo”, não a “ajuda insuficiente” a
todos esses países mas a fantástica bomba aspirante das
políticas sociais e humanitaristas e a recusa ideológica,
política e moral de controlar as fronteiras e de expulsar
sem dó todo e qualquer clandestino. Dito de outra
maneira, a causa da imigração em massa não se deve só
ao liberalismo mas também à social-democracia e à
religião “dos direitos do homem”. Aliás os
trotskistas anti-liberais do (pseudo) movimento
anti-mundialização são favoráveis ao acolhimento generalizado
e sem condições de todos os clandestinos e falsos
refugiados. Posição
que não é partilhada pela maioria dos empresários
europeus, esses horrorosos “apóstolos do capital”.
* o equivalente francês do Instituto Nacional
de Estatística
** relativo a Jacques Chirac, Presidente da República
francesa
(1) A Comissão dos Lordes julgou como contrário
aos Direitos do Homem o não pagamento de subsídios aos
clandestinos expulsos que se recusam a ir embora.
Fonte :Guillaume
Faye
Tradução: J.Medeiros