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Público 20 de Junho
Bispos Querem Que UE Legisle Sobre Imigração
Por ANTÓNIO MARUJO
Quarta-feira, 20 de Junho de 2001
Nota pastoral tece críticas à lei portuguesa e alerta para problemas na sua aplicação
Os bispos portugueses recusam a prática da "Europa fortaleza" e consideram que "a União Europeia [UE] continua a carecer de um quadro jurídico comum e de vontade política em matéria de admissão de imigrados e refugiados". Numa nota pastoral ontem divulgada a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) faz também diversas críticas à nova lei portuguesa sobre a imigração. E diz que, no domínio de uma política global da UE sobre as migrações, se exige "de cada Estado membro um forte sentido de integração e acolhimento" para com os cerca de três milhões de clandestinos que circulam no espaço comunitário.
Imigport - Ora bem! Cá estão os nossos bispos a juntar a sua voz à dos imigracionistas. É tão engraçado observar os nossos bispos! Ultimamente eles têm estado muito tolerantes e abertos à entrada em Portugal de pessoas e organizações estrangeiras desde que isso lhes seja vantajoso e apenas faça diminuir o poder, a capacidade de influencia, a fonte de rendimento e o modo de vida DOS OUTROS. Porque quando são os SEUS interesses a ser ameaçados então os nossos bispos não se coíbem em reivindicar protecção do estado português, argumentando com o seu "estatuto especial" junto dos portugueses. , argumentando com o seu "estatuto especial" junto dos portugueses. É claro que nunca explicam porque é que, se de facto são tão especiais, precisam da protecção do estado?
Porque é que se exige "de cada Estado membro um forte sentido de integração e acolhimento"? Porque não se exige antes que os países de origem dos imigrantes sejam governados de uma forma competente de modo a não haver necessidade de migrações em massa?
O texto cita a mensagem do Papa para o Dia Mundial das Migrações deste ano, que se assinala em Agosto, quando João Paulo II afirma: "São precisas normas internacionais capazes de regular os direitos de cada um e impedir decisões unilaterais que sejam prejudiciais aos mais fracos." Até porque, acrescentam os bispos, com o Tratado de Amsterdão, as competências dos Estados em matéria de imigração e asilo passaram a ser da competência da UE.
Imigport - É claro que os mais fracos são os imigrantes. Os Europeus que têm que financiar toda a indústria da caridade que a Igreja têm montado à volta deste problema têm de ficar caladinhos senão
"Só desta forma se poderão viabilizar a legalização dos imigrantes e o desmantelamento de organizações que se dedicam ao tráfico humano."
Imigport - Legalização? Essa é a única alternativa? E porque não o repatriamento? Muitos desses imigrantes vêm de países que foram colónias europeias. Há poucas décadas atrás a Igreja defendia o DIREITO desses povos à autodeterminação. Agora já defende o seu DIREITO a residir na Europa. Que mais DIREITOS vão reivindicar para eles no futuro? E o cidadão Europeu? Fica com o DEVER de ficar calado e pagar para tudo isso, não é? E quanto aos traficantes de escravos, instituam um sistema que torne impossível os empresários darem emprego a imigrantes ilegais, lancem campanhas de informação nos seus países de origem explicando que as suas promessas de emprego são falsas e vão ver como essas organizações acabam tão depressa como começaram.
Para os bispos, a abertura de fronteiras é o mais fácil: "Abrir fronteiras, facilitando a entrada de imigrantes, é o passo menos árduo na acção solidária." O mais difícil é o trabalho por um "modelo de desenvolvimento respeitador da dignidade humana do imigrante".
Imigport - Acção solidária? Então acham que a única forma de ajudar os imigrantes é recebe-los e legalizá-los? Então e a raiz do problema? As altas taxas de natalidade dos seus países de origem? O baixo nível dos seus sistemas educativos? A baixa qualidade das suas administrações publicas? Se isso não se resolve, os imigrantes nunca mais deixarão de tentar sair dos seus países!
Mas isso não vos preocupa pois não senhores bispos? Já vamos explicar porquê!
"modelo de desenvolvimento respeitador da dignidade humana do imigrante"? E porque não um modelo de desenvolvimento respeitador do potencial humano dos seus países de origem?
E já agora quem é que vai pagar esse modelo de desenvolvimento? O contribuinte europeu não é verdade? Já lhe perguntaram se ele tinha melhor destino a dar a esse dinheiro? Não acham que deviam, afinal de contas esse dinheiro foi gerado COM O SEU TRABALHO? É tão bom fazer caridade com o dinheiro dos outros, não é senhores bispos?
A nota começa por recordar um dado novo: "Portugal, tradicionalmente caracterizado pelo fenómeno da emigração", passou a confrontar-se "com a novidade de fluxos migratórios que, de forma sobretudo ilegal, atravessam as suas fronteiras". Para lá dos mais de 222 mil estrangeiros legalizados, os bispos recordam a "mole imensa de gente que se arrasta na clandestinidade", a maior parte atraída "por um conjunto de obras no domínio da construção civil" e que é sujeita a situações de indignidade.
Imigport - Sabem uma coisa senhores bispos? É que Portugal CONTINUA a ser caracterizado pelo fenómeno da emigração. Todos os anos cerca de 30 000 portugueses continuam a emigrar e muitos vão acabar explorados nas industrias da construção da Suíça e da Alemanha! E SABEM PORQUÊ SEUS VELHACOS?
A mão-de-obra, qualificada ou não, é necessária, dado o envelhecimento populacional e a baixa da natalidade, diz a CEP. Algumas reacções negativas na opinião pública acontecem pela "ausência duma inserção integrada nas periferias suburbanas", que leva, muitas vezes, ao racismo e à xenofobia.
Imigport - Os senhores bispos acham que Portugal precisa de mão-de-obra não qualificada!
Os senhores bispos não devem saber que, por exemplo, se a escolha da VW sobre o projecto da AUTOEUROPA tivesse tido lugar hoje, essa fábrica JAMAIS teria sido implantada em Portugal porque os países do leste oferecem uma mão-de-obra com uma combinação IMBATÍVEL de qualidade-preço. Portugal não tem qualquer hipótese de competir com eles dada a inferior qualidade da nossa formação profissional. Por padrões europeus, a esmagadora maioria da nossa mão-de-obra é não qualificada e estes velhacos ainda acham que precisamos de importar mais!
Adicionalmente Portugal têm perdido competitividade face aos outros países europeus, incluindo a Grécia. Nos últimos anos o investimento estrangeiro praticamente parou. A nossa economia está a crescer a uma taxa inferior ao dos outros países. Tudo indica que o desemprego vai aumentar e estes velhacos acham que precisamos de importar mais mão-de-obra não qualificada!
Mais! Os gurus da gestão não se cansam de falar nas organizações do sec. XXI, nas learning organizations, de uma sociedade aonde a capacidade de processar informação será determinante. Eles falam de empowerment e da necessidade dos recursos humanos serem flexíveis, altamente treinados, motivados e empreendedores! E esta cambada de velhacos diz que precisamos de importar mão-de-obra não qualificada presumivelmente do terceiro mundo!
E porque é que eles acham isso? Devido ao envelhecimento populacional e baixa da natalidade! Sobre a imbecilidade deste argumento já nos pronunciamos nos textos base do imigport e noutras notícias comentadas e como tal não vamos perder mais tempo com isto.
E quanto à mão-de-obra qualificada? Neste ponto concordamos com os
senhores bispos. Um imigrante que tenha melhor formação que o português médio deve ser bemvindo desde que não faça concorrência desleal nos salários que aceita.
Já agora, porque não importamos jornalistas? Porque não importamos sacerdotes? Porque não importamos sociólogos? Estes sectores poderiam beneficiar, e muito, de
uma lufada de (boa) diversidade.
Mas afinal porquê é que a igreja está tão interessada na imigração? É fácil de perceber. As actividades da igreja católica concentram-se essencialmente em dois sectores: o negocio do entertainment (missas e rituais) e o negócio da caridade (misericórdias, missões, etc)
Nos últimos anos a afluência às suas salas de espectáculo tem vindo a diminuir de forma dramática. Adicionalmente a sua industria da caridade tem sofrido com a entrada do estado, em cada vez maior grau, nesse sector. Assim a igreja fica privada de desculpas para extorquir do estado os fundos com que mantém esses negócios. É assim que a Igreja vê com muito bons olhos a entrada de imigrantes do terceiro-mundo já que eles são suficientemente tansos para apreciar os seus rituais e espectáculos e suficientemente fracos para precisar da sua industria da caridade!
É tudo uma questão de estômago!
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