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Imigração em Portugal  - Problemas e consequências

IMIGPORT 3

 

ARQUIVO DE NOTÍCIAS COMENTADAS - 2000

 

Imigrantes têm cinco vezes mais filhos que portugueses
[Expresso 23 de Dezembro de 2000]

Pela pena de Catarina Furtado e Pedro Vieira, o pasquim Expresso presenteou-nos com mais uma dose de endoutrinação pró-imigracionista. Na primeira página e com o título "Imigrantes têm 5 vezes mais filhos que portugueses" aparece um texto de síntese dos três artigos seguintes e que apesar de tudo fornece algumas informações úteis:

E começa assim "Os estrangeiros que vieram trabalhar para Portugal nos últimos anos têm, em média, mais cinco filhos do que os portugueses."

E começa bem! Esta frase está em contradição com o título porque ter mais 5 filhos não é o mesmo que ter 5 vezes mais filhos! Será que estes jornalistas passaram na aritmética da 2ª Classe? (Na verdade existe uma situação em que ter mais 5 filhos que os portugueses é o mesmo que ter 5 vezes mais filhos. Isto acontece quando o numero médio de filhos dos casais portugueses for exactamente igual a 1.25)

Voltando ao artigo: "Os africanos lideram as estatísticas - com 4.903 descendentes em 1999, para uma comunidade inferior a 90 mil pessoas - logo seguidos dos brasileiros e estes acompanhados de perto pelos asiáticos. Na verdade, enquanto a taxa de natalidade global portuguesa é de apenas 1,1%, uma das mais baixas da Europa, a dos imigrantes oscila entre 4,1% em 1995 e 5,8% em 1999. No ano passado, os progenitores portugueses fizeram menos 283 crianças do que em 1998, ao passo que nasceram mais 3.073 filhos de estrangeiros."

Só um comentário; será educado dizer "fizeram x crianças"? Não ficaria melhor dizer "conceberam x crianças"?

Continuando com o artigo do Expresso: "Enquanto que a natalidade entre os portugueses baixou, entre os imigrantes não pára de crescer. Só os angolanos fizeram, em Portugal, em 1999, 80% mais filhos do que no ano anterior. Estes novos bebés contribuíram para equilibrar a balança demográfica nacional que, de contrário, apresentaria já um saldo negativo, ou seja, o número de mortes seria maior do que o dos nascimentos. Portugal está, assim, a tornar-se um país de imigração, embora o peso dos estrangeiros no conjunto da população não represente mais de 2%. Mas, no que respeita aos nascimentos, essa percentagem tem vindo a subir de forma clara: representam já 9,5% do total contra 6,5% em 1995."

Mais uma vez o numero magico de 2% de estrangeiros! Mas que estranho este número! Quando se trata de estimar o número de estrangeiros ILEGAIS no nosso país nenhum organismo oficial se atreve a fornecer um número preciso, mas quando se trata de descansar o povão, e de o convencer que não há razões para preocupação com a invasão de imigrantes, então aí, miraculosamente, já toda a gente sabe que esse numero não passa os 2% da população! Será a nova aritmética que agora se ensina na 2ª classe? E o mais engraçado é que esse número parece ser uma espécie de constante universal! Já na segunda metade dos anos 80 diziam que a fracção de estrangeiros em Portugal era de 2%, hoje 15 anos depois, com as portas abertas à imigração e estes a reproduzir-se como coelhos, a fracção de estrangeiros continua a ser 2%! Mas alguém acredita nisto?

Voltando ao artigo: "A importância dos imigrantes para a economia nacional ultrapassa já o fornecimento de mão-de-obra em falta: o aumento do fluxo imigratório permitiu que este ano Portugal ultrapassasse a fasquia dos 10 milhões de habitantes residentes, que terá ocorrido, segundo cálculos do EXPRESSO, na madrugada de 2 de Maio."

Importância? Mas desde quando é que é importante ter 10 milhões de habitantes? A Dinamarca, a Áustria, o Luxemburgo têm menos e não se preocupam nada com isso. Mão-de-obra em falta? Portugal tem 325 000 desempregados e todos os anos exporta mais 30 000 portugueses para irem trabalhar nas obras e na restauração em países como a Suíça e a Alemanha! Seria interessante também ver os tais "cálculos do Expresso". A julgar pelo domínio de aritmética já demonstrado …

O segundo artigo é um "brainchild" de Catarina Carvalho e tem o título de "Imigração fecunda".

O artigo começa por repetir o já foi escrito na primeira página acrescentando que a origem dos dados é o I.N.E..

E prossegue assim: "Os africanos lideram as estatísticas, com um crescimento do número de nascimentos na ordem dos 80%, só do ano passado para este ano."

Mas não eram só os Angolanos que registavam esta taxa de crescimento? Agora pelos vistos já são todos os Africanos!

Continuando com o artigo; "Houve também ligeiras subidas entre os filhos dos brasileiros, seguidos de perto pelos dos asiáticos. Entre os filhos dos europeus, os franceses estão à frente - consequência decerto do regresso de alguns filhos de emigrantes portugueses em França, que voltam já naturalizados. E ainda não se começaram a sentir os efeitos da onda do leste da Europa, que por enquanto não atingiu a fase de «mandar vir a família» e se considera temporária."

Reparem que está aqui implícita a ideia de que os imigrantes do Leste vão eventualmente atingir a fase de "mandar vir a família" i.e. que no fundo são como os imigrantes do terceiro-mundo. Os jornalistas ignorantes do Expresso não sabem que as economias do Leste estão a recomeçar a crescer e que graças à superior qualidade do ensino destes países eles vão ultrapassar-nos em poucas décadas. Os imigrantes do Leste são imigrantes temporários, ao contrario dos africanos e para mal dos nossos pecados.

Nesta fase do artigo entra em cena a grande vedeta! Desencantado não se sabe donde, aparece um demógrafo de nome Mário Leston Bandeira que diz coisas assim :«Os filhos dos estrangeiros são muito importantes para rejuvenescer a nossa população envelhecida», «A fecundidade em Portugal é das mais baixas do mundo e é muito difícil que dê uma reviravolta nos próximos tempos. Tendo famílias que querem ter filhos e vêm viver para Portugal, é de aproveitar este potencial. A maior riqueza dos países é o seu número de homens.»

A maior riqueza de um país é o seu número de homens!!!! Isto só pode ser anedota. Então porque é que a Dinamarca é mais rica que a Índia, o Luxemburgo mais rico que o Brasil e a França mais rica que a China? Se este demógrafo vivesse no planeta Terra e estivesse acordado saberia que existe hoje um consenso entre os economistas em como a maior riqueza de um país é a sua CAPACIDADE DE INOVAR! Ou seja, a riqueza de um país depende das suas estruturas e do seu CAPITAL HUMANO! Este capital têm tanto mais valor quanto maior for a qualidade da sua formação como CIDADÃOS e como PROFISSIONAIS e não depende do número de pessoas. Reparem que em ambas estas dimensões, os imigrantes africanos são a PIOR ESCOLHA POSSÍVEL!

Adicionalmente, uma nova geração de economistas, liderados pelo polémico Eduard Miller da Universidade de New Orleans questionam se é correcto ignorar, como tem sido feito até agora, a qualidade do pool genético dos países. Muitos estudos de genética recentes tem demonstrado que a frequência com que surgem determinados alleles (formas alternativas de genes) varia entre as populações humanas. Recentemente demonstrou-se que um allele responsável pela obesidade nas mulheres, têm uma incidência nas mulheres negras muito superior ao que acontece nos outros grupos étnicos. A maioria dos estudiosos da mente humana já é da opinião que o baixo Q.I. (quociente de inteligência) médio das populações negras (80 contra 100 dos caucasianos e 107 dos norte-asiáticos) tem causas genéticas e não culturais e está provavelmente na origem da modesta contribuição destes povos para o progresso da civilização. Estes autores defendem que não é por acaso que a áfrica negra tenha sido a única região do mundo que nunca desenvolveu um calendário ou uma linguagem escrita. Dentro de 7 anos, o professor Plomin da Universidade de Oxford acredita já terem sido identificados todos os genes responsáveis pelo Q.I. e será então possível verificar se a frequência com que surgem as combinação mais favoráveis é de facto igual em todas as populações do mundo. Se ficar provado que não é e que as populações negras são as menos bem dotadas neste aspecto, então Portugal, com a sua politica de preferencia por imigrantes africanos cometeu o maior erro da sua história e todos aqueles que defenderam essa política deveriam responder por ela, perante a história, num processo de TRAIÇÃO À PÁTRIA.

Só faltam 7 anos …

E o artigo do Expresso continua: "Os primeiros efeitos já começaram a fazer-se sentir nas estatísticas. É o crescimento da natalidade entre os estrangeiros que tem equilibrado a balança demográfica portuguesa. No ano passado, foram registados como filhos de portugueses apenas 105.054 bebés, enquanto o número de mortes ascendeu a 108.268. Ou seja, se não fossem os 10.984 novos registos de pais estrangeiros, o saldo da nossa balança demográfica seria negativo. O efeito desta injecção de novos habitantes não se sente apenas na estatística; é sobretudo importante a nível económico. Porque primeiro sentir-se-á nas camadas que constituem a base da pirâmide etária, que representam o potencial de um país."

E que potencial ! Assaltos a comboios, bairros de barracas, incremento da sida, tuberculose multi-resistente, insucesso escolar, gangs urbanos … grande potencial!

O artigo continua agora com uma secção intitulada "Razões para fazer filhos" onde o grande Leston acrescenta:«O que é que os números nos dizem? Que contrariando o declínio da população se rejuvenesce também a produção e todos os outros factores económicos. Em primeiro lugar, aumenta a base das contribuições para a Segurança Social. Porque o envelhecimento da população, que corresponde ao aumento das camadas não-activas, vai colocar Portugal perante o problema crescente de falta de mão-de-obra»,

Aumenta a base das contribuições para a segurança social?! Mas os imigrantes africanos trabalham como mão-de-obra descartável e não pagam quaisquer impostos! E os seus filhos que desistem da escola aos magotes? O que é que eles vão fazer, uma vez que é evidente que não querem trabalhar nas obras? O mais provável é que em Portugal vá acontecer o que já acontece na Inglaterra ou nos Estados Unidos em que os negros engrossam as filas de desempregados de forma desproporcionada. Ironicamente serão os mesmos portugueses a quem os imigrantes iriam pagam as reformas que lhes vão pagar os subsídios de desemprego! Esta nossa classe político-jornalística está completamente cega e louca.

A jornalista acrescenta que "é também por saberem que eles constituem mão-de-obra que os imigrantes têm mais filhos" e o grande Leston continua: «Trazem a ideia de países atrasados, onde a família funciona em função da sobrevivência e o ideal é ter muitos filhos para ajudar ao rendimento», «Isso é catastrófico nesses países, onde a explosão demográfica impede o desenvolvimento. Para a Europa, é fulcral.»

Então?! O grande Leston não dizia que a maior riqueza de um país é o seu numero de homens? Agora já não é? Agora a explosão demográfica já impede o desenvolvimento? A Europa precisa de mais gente para pagar as reformas dos seus actuais habitantes mas os países do terceiro mundo já não precisam? Será que eles têm um sistema de segurança social? E se não têm pode-se perguntar porquê? E se eles trazem a "ideia de países atrasados" em termos de planeamento familiar será que trazem ideias de país avançado em tudo o resto? E se não trouxerem, será que Portugal precisa de mais gente com ideias de país atrasado? Já não chegam os jornalistas do Expresso?

E a jornalista continua: "Isto além do facto natural de, entre a população imigrante, estarem sobre-representadas as faixas etárias da fertilidade, que estão ao mesmo tempo na idade do trabalho. "

Mas que história é esta de "idade do trabalho" ? À medida que a medicina avança as pessoas mantêm-se activas e produtivas até idades sucessivamente mais avançadas. Será que um jovem de 18 anos, analfabeto, acabado de sair da selva da Guiné-Bissau se pode comparar em termos de produtividade a um cidadão europeu de 60 anos, com formação profissional e a experiência de uma vida?

E a jornalista Catarina continua, agora com uma secção intitulada "Política condiciona demografia": "Portugal está, então, a tornar-se um país típico de imigração. Apesar destes números, o peso dos estrangeiros é reduzido: apenas 2% da população."

Cá está ele outra vez! O número mágico de 2%! A nova constante universal! Depois da constante de Newton, da constante de Coulomb e da constante de Huble, temos agora a constante de Catarina que diz que o numero de estrangeiros em Portugal não ultrapassa os 2%.

"Mas pode prever-se que aumente nos próximos anos, já que os seus descendentes representam 9,5% do total dos nascimentos, tendência que tem vindo a subir desde 1995, quando se situava em 6,5%".

Ufff! A própria Catarina acredita que a sua constante possa sofrer alterações! Admirável! Um passo no bom caminho. Só falta reconhecer que ela já está hoje, muito provavelmente, ERRADA!

E acrescenta "Será um país misto e cosmopolita".

Que será um país misto ninguém tém dúvidas mas cosmopolita ?! Um sociedade bi-racial em que uma fracção substancial da população será de origem africana e com mentalidade africana será uma sociedade cosmopolita? Alguém que assalta comboios com a justificação de que "só quer ter o mesmo que os outros" é um verdadeiro cidadão do Cosmos? Pobre Cosmos …

Mais uma vez entra em cena Leston Bandeira, para quem o desenvolvimento depende mais da política do que dos números e que acrescenta: «O Estado tem de encarar isto de frente e fazer políticas de imigração consistentes, que se articulem com políticas de natalidade. Por exemplo, é preciso favorecer o reagrupamento familiar, porque só famílias sólidas têm filhos, e os filhos são o primeiro sinal da integração».

Mas este demógrafo vive em que planeta? Nos Estados Unidos a maior parte das mães solteiras são negras, muitas são imigrantes recentes, e o número de nascimentos fora de uniões não pára de aumentar particularmente entre esta etnia! Mesmo em Portugal isto se verifica! Curiosamente a explicação dos sociólogos politicamente correctos dos Estados Unidos para este fenómeno é precisamente o facto de estas populações serem excluídas e não se sentirem integradas! Então Leston? E desde quando é que é os africanos precisam de famílias sólidas para ter filhos? Nunca precisaram, nem nos seus países de origem!

E sobre o reagrupamento familiar, é preciso não esquecer que em África não existem sistemas fiáveis de registo civil. Todos são primos de todos e casados com todos. Com estas politicas tontas de reagrupamento familiar um dia destes acordamos com a África em peso a viver na Europa.

Regressando ao artigo da Catarina: "Segundo dados do INE e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, os cabo-verdianos são os estrangeiros mais representados em Portugal, mas, curiosamente, no ano passado os angolanos tiveram mais 585 filhos do que os cabo-verdianos. Os filhos dos homens asiáticos - onde se contam os provenientes da península do Indostão e os chineses - ultrapassaram os filhos dos homens brasileiros, embora o número global de filhos desta origem seja maior, porque as brasileiras dão mais à luz. Aliás, esta é a nacionalidade que mais se mistura, uma vez que os nascimentos de casais exclusivamente brasileiros são relativamente poucos - apenas 72. Medir a integração em números é difícil. As comunidades imigrantes podem ser grandes e viver num universo à parte. Os filhos dos imigrantes criam, por vezes, comunidades completamente desenraizadas, entre o país dos pais, que já não é o deles, e aquele onde nasceram, que não os considera seus - aliás, foi deste fenómeno que se falou quando se associaram actos de vandalismo a jovens delinquentes filhos de imigrantes nos subúrbios de grandes cidades. "

Pois, pois! Os filhos dos nossos imigrantes que nos anos 60 viviam nas bidonvilles Francesas podiam invocar todas essas desculpas e nem por isso se tornaram assaltantes de comboios. E que dizer dos Chineses, Coreanos e Japoneses que têm uma longa tradição de imigração para a América do Norte e cuja taxa de criminalidade é, e sempre foi, inferior à dos próprios brancos?

O artigo continua com alguns dados interessantes para se compreender a extensão do processo de mulatização : "No entanto, há um dado a ter em conta. Em 1999, houve menos 9,4% de filhos de uniões entre africanos; ou seja, aumentaram as uniões inter-étnicas, negligenciando o facto de haver bastantes portugueses que já foram africanos e se naturalizaram. Dessas, a maior parte, 1432, são entre pais africanos e mães portuguesas, e 988 são de mães africanas com pais portugueses. A diferença entre o número de filhos que em Portugal têm as mulheres africanas e os homens não é significativa, o que permite concluir que só quando as famílias se juntam é que têm filhos. Quem nasce em Portugal não é imediatamente português, mas pode adquirir a nacionalidade se os pais forem residentes legais no país há mais de seis anos. Ou seja, daqui a alguns anos será mais difícil medir o peso das comunidades com ascendência estrangeira apenas pela nacionalidade dos pais - e poder-se-á dizer que há, pelo menos, integração legal"

A série continua com um artigo de Pedro Vieira intitulado "Nascido a 2 de Maio" que nos informa, felizmente sem emitir juízos e sem incluir citações de Leston Bandeira, de vários pormenores interessantes da nossa história demográfica e cuja consulta se recomenda no site do Expresso.

E esta série termina em grande final com o artigo "Europa precisa de 35 milhões no próximo quarto de século" assinado por C.C./P.A.V. "SEM os imigrantes, a idade da reforma na União Europeia (UE) atingiria, em 2050, os 76 anos. Esta é uma das previsões das Nações Unidas para a população mundial, divulgada num relatório do início deste ano. Face à redução da taxa de natalidade e ao envelhecimento da população, a ONU diz que a UE só tem como solução abrir as portas a mais imigrantes."

Este relatório da ONU foi recebido com um misto de GOZO e INDIFERENÇA por todas as nações da Europa com excepção de Portugal, aonde tem sido considerado como uma espécie de revelação divina pela nossa classe político-jornalistica. O nosso triste comissário António Vitorino até tem feito o papel de vendedor destes relatórios dentro da UE. Com que então, a ONU, dominada pelas nações do terceiro-mundo e em particular de África, que não têm sequer a competência suficiente para alimentar os estômagos dos seus habitantes, arroga-se agora no direito de vir explicar aos europeus como é que estes devem gerir os seus sistemas de segurança social! É preciso ter lata! Estão preocupados com o facto da idade da reforma na UE ter de passar para 76 anos em 2050? Mas ainda faltam 50 anos! Porque não são tomadas hoje as medidas para incentivar a natalidade entre os portugueses? Será que os portugueses deixaram de gostar de crianças? Será que esta classe político-jornalística não percebe que se a natalidade esta a baixar é porque os portugueses são suficientemente inteligentes para não terem mais filhos do que aqueles que a sua situação socio-económica, permite educar com um mínimo de qualidade e que a solução não é importar imigrantes suficientemente estúpidos para não perceber isso? Porque é que as nossas empresas continuam a desrespeitar de forma impune a legislação de protecção à maternidade? Porque é que isto não preocupa esta tonta classe político-jornalística?

Continuando com esta tristeza de artigo : "No ano passado, a população da UE atingiu um recorde negativo: teve apenas um milhão de novos habitantes. E, destes, 717 mil eram imigrantes. Feitas as contas, a ONU revela que só para manter os actuais níveis de crescimento era preciso que nos próximos 25 anos atravessassem as fronteiras 35 milhões de pessoas - o equivalente a 1,3 milhões por ano. O relatório calcula que a população europeia continue a crescer até 2005, ano em que iniciará uma descida rápida até 2050. A população perdida equivalerá à soma das actuais populações dos sete Estados mais pequenos da Europa. Neste cenário, Portugal sofreria um decréscimo de 17,5% entre 1995 e 2050. O caso populacional mais grave é o da Itália, que perderá 28% da população até 2050. E, na sua globalidade, a União Europeia - cuja população superava a dos Estados Unidos em 1995 - terá em 2050 menos 18 milhões de habitantes do que esse país. Isto porque os níveis de fecundidade não permitem prever uma substituição da população existente"

Mas será que interessa manter os actuais níveis de crescimento? Mas esta gente não percebe que a população não pode crescer indefinidamente? Não sabem que os recursos deste planeta são limitados? A humanidade tem de começar a habituar-se à ideia de que nem a economia nem a população podem crescer indefinidamente pois caso contrário o resultado será o desastre. Se for preciso alterar os sistemas de segurança social, pois seja, o que tem de ser tem muita força e se as actuais classes políticas não tiverem coragem para isso, então também para esse facto, terá de ser encontrada uma solução.

A ultima secção destes conjunto de artigos tem o sub-título "Sem trabalhadores para pagar a Segurança Social" e nela os autores do artigo continuam a dar rédea livre à propaganda da ONU com as suas estimativas para o numero de imigrantes que a europa têm de importar segundo várias hipóteses entre as quais; O travamento da diminuição da população, A manutenção de uma estrutura etária estável e possibilitar o rejuvenescimento em que chegam a números verdadeiramente ridículos.

"O relatório da ONU chama a atenção para o maior problema com que a Europa se defronta a curto prazo: o rompimento dos sistemas de saúde e de assistência social. Para manter o actual sistema são necessárias 4,3 pessoas activas por cada reformado. (Portugal tem neste momento 4,4, mas em 2010 terá 4,1, segundo dados do INE.)

Entre 1995 e 2015, a população acima da idade de reforma aumentará 30%. E, entre estes, os que têm mais de 80 anos serão mais 39%. Um peso que a redução da população activa poderá não aguentar. O estudo da ONU avisa que, a manter-se a actual situação, daqui a cinco anos as pensões de reforma poderão não chegar para todos. "

Mas, se a Europa precisa tanto destes imigrantes do terceiro-mundo, para manter em funcionamento os seus sistemas de saúde e de segurança social porque é que os países do terceiro-mundo não precisam deles? Porque é que a África não precisa de gente para descontar para os seus sistemas de saúde e pagar as reformas dos seus velhos? Uma vez que têm tanta juventude, poderiam pagar pouquíssimo e mesmo assim proporcionar reformas bastante generosas para os seus velhos! Mas não! Eles querem é vir pagar as nossas reformas! Porque são tão beneméritos? Porque querem todos sair do terceiro-mundo? É porque lá não arranjam emprego? E que tipo de empregos é que arranjarão por cá com as suas habilitações? Que habilitações têm eles? São reconhecidas? Vem cá para trabalhar nas obras? Nesse caso quanto vão pagar em impostos? Quantos deles é que serão necessários para descontar o que desconta actualmente um cidadão europeu médio? Mas no ano 2050 ainda haverá obras em tanta quantidade para fazer? E garantem que nessa altura não haverá robôs para fazer os trabalhos mais indiferenciados? Porque é que todos estes beneméritos universalistas não se preocupam com o facto de em África a esmagadora maioria da população não ter acesso nem à saúde nem a sistemas de segurança social? Estão todos preocupados é connosco! Imagine-se!

Continuando com o artigo do Expresso: "Esta é, sobretudo, uma questão económica, mas necessita de medidas políticas. O relatório da ONU aconselha a Europa a encarar a imigração não como um problema mas como uma necessidade. "

Uma necessidade?! Sigamos os concelhos da ONU e vejamos o que acontece: Importamos esses tais milhões de imigrantes que vão descontar para os nossos sistemas de saúde e pagar as nossas reformas. Admitindo que eles vão de facto pagar impostos em quantidade suficiente e que contribuem com pelo menos aquilo que custam, então durante uma geração temos de facto o problema resolvido. E depois? Depois, duas coisas podem acontecer, ou a taxa de natalidade desses imigrantes converge para a nossa ou mantem-se mais elevada (admitindo que a nossa taxa de natalidade não se vai alterar, o que parece ser um dado adquirido para os iluminados da ONU). Vejamos o que acontece em cada uma destas hipóteses:

1-Se a taxa de natalidade dos imigrantes convergir para a nossa como defendem os multi-culturalistas e os crentes da integração, então, logo que isso aconteça a nossa população vai começar novamente a envelhecer e estamos de volta na estaca zero. Não resolvemos o problema, apenas o adiámos criando muitos outros problemas que antes não existiam. Que vamos fazer então? Importar mais imigrantes? Isso não é mais que um esquema piramidal do estilo Dona Branca à escala continental! Ainda acham que isto é uma solução?

2-Agora vamos admitir que a taxa de natalidade dos imigrantes vai se manter sempre mais elevada que a nossa e a níveis suficientemente altos para manter os actuais sistemas de saúde e segurança social. Nesse caso não será necessário importar mais imigrantes mas haverá um preço a pagar por isso: A população europeia original e os seus descendentes representarão uma fracção cada vez menor do total dos residentes europeus e começará a perder primeiro o poder político e depois o poder económico até eventualmente acabar na extinção! Isto não deixa de ser uma solução definitiva que talvez seja o objectivo ultimo dos africanos complexados que dominam a ONU, mas não será certamente do nosso interesse.

O artigo acaba informando que num congresso posterior, um dos peritos da ONU para a Europa disse que «as políticas migratórias restritivas dos passados 25 anos já não funcionam para a economia europeia».E continua dizendo que "Mas, até agora, a UE ainda não chegou a qualquer conclusão comum sobre a política nessa área, que está sob a tutela do comissário português António Vitorino. "

Não podia estar mais "bem" entregue!

Este artigo do Expresso revela de forma notável o estado de corrupção a que chegou este jornal. Sempre que o assunto é a imigração este jornal apenas dá voz a uma das facções, a que defende a imigração do terceiro-mundo, sem dar qualquer hipótese de defesa a todos aqueles, e cada vez são mais, que defendem que a imigração do terceiro-mundo não é solução para coisa nenhuma. Este jornal ainda tem o descaramento de se afirmar como um jornal de qualidade e que informa com isenção, quando nas suas páginas já é impossível identificar qualquer agulha de verdadeiro jornalismo num palheiro da mais reles propaganda.

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500 Cubanos a Caminho de Portugal
[Público - 20 de Dezembro de 2000]

Num artigo assinado por Leonete Botelho com o título "Mão-de-obra Cubana a Caminho de Portugal" ficamos a saber que graças aos beneméritos auspícios do senhor Albano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Construção, Madeiras, Mármores, Cerâmica e Materiais de Construção do Norte e Viseu, "estão a ser criados os mecanismos que poderão viabilizar a entrada legal, no mercado de trabalho, de meio milhar de cubanos".

E a notícia continua: "Para esse fim, aquele sindicato está a servir de intermediário com uma empresa de recursos humanos de Cuba, que já abriu uma delegação em Lisboa, à qual será fornecida uma lista de grandes empresas do sector potencialmente interessadas nesta mão-de-obra qualificada. A ideia, segundo Albano Ribeiro, é celebrar contratos com estes trabalhadores ainda em Cuba, de modo a que eles venham já com visto de trabalho e não engrossem as fileiras de clandestinos actualmente existentes em Portugal".

Mas que bem!

Mas permitam-nos fazer uma pequena pergunta: Onde é que já se viu, pelo menos em países que não sejam governados por uma máfia de mentecaptos hipócritas, que seja um SINDICATO a ir buscar trabalhadores estrangeiros para fazer concorrência aos seus próprios associados?! Em todo o mundo desenvolvido os sindicatos tentam a todo o custo proteger os trabalhadores nacionais, mas aqui neste Portugal cada vez mais irreconhecível, são os nossos próprios sindicalistas que actuam como intermediários para aumentar a concorrência desleal no mercado de trabalho!

Porquê? Permitam-nos uma teoria para tentar explicar este estranho fenómeno: Desde que começou a invasão de mão-de-obra barata os trabalhadores portugueses da construção e outros sectores têm vindo a abandonar o sector por não conseguir sobreviver com os ordenados de miséria que são pagos aos imigrantes. Para os sindicatos isso significa menos associados a pagar cotas. Chega um ponto em que a própria sobrevivência económica do sindicato fica em perigo. É então que alguém aparece com a ideia brilhante; "Temos que adaptar o nosso sindicato à era da globalização! Em vez de vivermos de cotas, vamos passar a viver de comissões cobradas por serviços que vamos prestar aos imigrantes que vêm fazer os trabalhos que os nossos associados faziam. Assim mantemos os nossos rendimentos e privilégios sem nos chatearmos nada, porque os imigrantes nem sequer fazem greve. Quanto aos nossos trabalhadores ... que se fod... "

Voltando à notícia: "Só no Norte, o sindicalista calcula que haja já cerca de 10 mil clandestinos oriundos dos países de Leste, na sua maioria trazidos por "redes mafiosas" que têm Braga como principal destino. Depois, vão-se espalhando pela região, acabando centenas deles por ir bater à porta do Sindicato da Construção e da Associação de Industriais de Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN), depois de terem conhecido a fome, a falta de habitação, ausência de salário e, quase sempre, o não reconhecimento de quaisquer direitos."

Não deixa de ser tristemente irónico que os imigrantes, explorados e roubados pelos "industriais" do sector da construção vão depois pedir auxilio, precisamente à AICCOPN. É como alguém que foi picado por um enxame de vespas ir depois queixar-se à rainha do próprio ninho de vespas!

O artigo continua com relatos de algumas situações vividas por imigrantes do leste e a certa altura prossegue:

"Estes problemas têm merecido uma atenção especial da AICCOPN, que ainda há duas semanas criou, juntamente com associações representativas de imigrantes e missões diplomáticas de Leste, um Observatório para a Imigração. Ainda em fase de instalação, a primeira iniciativa do Observatório foi escrever ao Governo a pedir rapidez na publicação das novas leis para a imigração".

Mas se esta AICCOPN está tão preocupada com a situação porque não faz um inquérito aos seus associados e denuncia publicamente todos aqueles que não estejam a cumprir a lei?

E há mais: "Hoje, a AICCOPN reúne com o Sindicato da Construção do Norte e o Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho, de onde poderá sair uma acção comum para fazer face a estas questões. Entretanto, a associação patronal endereçou convites aos candidatos à Presidência da República para discutir o fenómeno, tendo já recebido resposta positiva por parte de Jorge Sampaio. "

Boa! Foram falar com as pessoas certas! Esperem sentados!

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54% dos jovens de Oeiras já são negros!
[Público - 9 de Dezembro de 2000]

Segundo este jornal, que cita um estudo efectuado por sociólogos  da Universidade Nova de Lisboa, Socinova:

"A população negra com menos de 25 anos continua a crescer, enquanto que o número dos portugueses deste grupo etário tende a estagnar. Paradigmático é o concelho de Oeiras, na área metropolitana de Lisboa, onde este universo representa 54 por cento do total e os portugueses [definindo-se por "portugueses", de forma a simplificar a distinção, os que não são de origem africana] apenas 41 por cento. Esta população divide-se, sobretudo, em dois grupos geracionais: um com idades médias de 15 anos e a outra com uma idade média de 43 anos. Em 1997, 66 por cento da população africana tinha menos de 25 anos."

Estamos pois a caminho da maioria negra, e pelos vistos adiantados em relação à previsão da nossa equipa.

Pelo resto da notícia pode-se inferir que se trata de mais um estudo, no melhor estilo politicamente correcto, em que estes sociólogos, desresponsabilizam os africanos pelos seus comportamentos atribuindo-os à "sobrepresentação de africanos em ambientes degradados" ao "deslumbramento do consumo" ao facto de "terem uma actividade de rua muito intensa" e ao facto de que "os jovens mais novos, por exemplo de onze anos, começam desde muito cedo a conviver com os de 19 anos, que já conhecem outros mundos."   Nunca passa pela cabeça destes sociólogos que é possível encontrar comunidades portuguesas nas mesmas condições e que nem por isso têm os índices de criminalidade dos africanos. Que dizer dos emigrantes portugueses que nos anos 60 viviam nas bidonvilles francesas?

"A gente só quer ter as mesmas coisas que os outros" -Segundo Margarida Marques, um dos autores do estudo, é este o tipo de justificações que os "jovens" apresentam entre si e perante os outros para enveredarem por práticas delinquentes. Pelos vistos escapou a estes sociólogos um pormenor: É que este tipo de "justificação" é um bom indicador da capacidade de julgamento moral destes jovens. Será esta incapacidade um problema cultural ou um problema de Q.I.? Os sociólogos fogem do Q.I. como o Diabo da cruz e vão continuar a fazê-lo até ao dia em que a sociologia for finalmente denunciada como a maior fraude da história da ciência.

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É preciso fazer um muro contra os clandestinos
[Yahoo Italia - 5 de Dezembro de 2000]

Florença, 5 Dez (Adnkronos) - "Deve-se elevar um muro contra os clandestinos, como impõe a lei". O Presidente da República Carlo Azeglio Ciampi intervinha sobre a questão da imigração ilegal sublinhando que é preciso distinguir nitidamente "a presença regular daquela que é clandestina". O discurso foi dirigido à administração local de Florença. Para os clandestinos -proseguiu Ciampi - "é preciso implementar com rigor as medidas preventivas e repressivas previstas na lei vigente, sempre no respeito da dignidade humana".

Quando é que temos um PR com coragem para dizer isto?

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Italianos receosos da imigração
[Yahoo Itália - 5 de Dezembro de 2000]

ROMA - A Itália tem medo "do outro": 88.1%, cerca de 9 em cada 10 italianos, são enfáticos em como o governo deve limitar o fluxo de imigração,   74,9% acham que existe uma correlação directa entre a presença de imigrantes e o crescimento da criminalidade e 80,4% consideram que o numero de imigrantes presentes em Itália é demasiado elevado. É também relevante que 32,2% dos imigrantes considera ter sido vitima de actos de racismo.

Porque é que em Portugal não se fazem sondagens destas? Alguém tem medo?

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Bruxelas quer portas abertas à imigração
[The independent -23-11-2000]

Segundo Stephen Castle, correspondente em Bruxelas foi ontem defendido perante os 15 estados membros da União Europeia que eles devem virar as costas a 30 anos de politicas de "imigração zero ",e abraçar o pluralismo racial admitindo um fluxo anual controlado de imigrantes legais.

A Comissão europeia apelou para que seja terminada a política da "fortaleza Europa " que tem conduzido a aumentos enormes no trafico de imigrantes ilegais e pedidos de asilo político.

Com governos europeus a sofrerem já de escassez de mão-de-obra em muitas áreas, incluindo indústrias chave de alta tecnologia, Bruxelas defende uma política de imigração "pro-activa" e diz que os governos deveriam começar a identificar imediatamente quantos trabalhadores estrangeiros precisarão de importar no futuro.

Reconhecendo Implicitamente que estas ideias são politicamente explosivas, a comissão diz, neste seu documento para consulta que, abandonar a actual política "vai requerer uma forte liderança política e um compromisso claro com a promoção de sociedades pluralistas e uma condenação do racismo e da xenofobia ".

Contrastando o aumento da imigração ilegal com a crescente escassez de mão-de-obra devido a uma população em envelhecimento, Bruxelas conclui "há um crescente reconhecimento que as ' políticas de imigração zero' dos últimos 30 anos já não são apropriadas ".

O documento, emitido pelo Comissário para a Justiça e assuntos Europeus (Justice and Home Afairs), António Vitorino, pede aos governos para preverem as suas previsões de necessidades no mercado de trabalho e esboçarem uma política de médio-prazo para a admissão de nacionais [extra-UE] para suprir essas faltas ".

Segundo este comissário, regras de imigração demasiado duras forçaram muitos migrantes económicos a tentar outros meios para conseguir entrar na UE, incluindo pedidos de asilo dos quais são recebidos cerca de 350,000 por ano.

Os Governos europeus recorrem frequentemente a amnistias periódicas nas quais esses " sem documentos " são convidados a solicitar a regularização da sua situação. De acordo com um estudo académico, cerca de 1.8 milhões de pessoas ganharam estatuto legal na Europa por esta via desde os anos setenta.

Entre 1995 e 2025 a população dos 15 estados da UE crescerá de 372 milhões a 386 milhões; porém o número daqueles em idade activa (idades 20-64) começará a diminuir dentro dos próximos 10 anos, de 225 milhões em 1995 para um numero estimado em 223 milhões em 2025. Entretanto aqueles que precisarão de ser apoiados, os com mais de 65 anos, continuarão a aumentar e alcançarão 22.4% da população em 2025.

Já muitos governos, da Alemanha à Irlanda, estão olhando para longe para cobrir estas faltas no seu mercado de trabalho, desde programadores de computadores de alta tecnologia até enfermeiras.

O documento de ontem segue um acordo feito na cimeira na Finlândia ano passado para coordenar as politicas de imigração e asilo. Dependendo da resposta, a comissão fará propostas concretas dentro de um ano.

Mas Bruxelas pretende deixar claro que o trabalho de decidir as necessidades em diferentes categorias de trabalhadores migrantes permanecerá com os estados membros

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Um Quarto dos homens acusados são negros
[The Electronic Telegraph -ISSUE 1979 - Quarta 25 de Outubro de 2000]

Segundo John Steele, o Correspondente de Crime deste jornal MAIS de um quarto das pessoas acusadas de crime em Londres são negras conforme números recentemente divulgados pela policia.

Das 2,719 pessoas acusadas ou suspeitas de crime de rua, 1,682 - 61.9% foram negros. Destes, 1,113 eram menores com idades de 10 a 17 anos que foram responsáveis por mais de dois terços dos crimes. A "performance" dos negros em termos criminais foi a seguinte:

26.4% - Roubos não considerados como assaltos (thefts other than robberies).

26,4% - Roubos de propriedade (burglary)

26% - Crime relacionado com veículos

29.9% - Violência sobre pessoas

38.2% - Fraude.

Em 1995, o então Commissioner of the Metropolitan Police provocou a indignação da comunidade negra quando disse publicamente que a maioria dos delinquentes são negros. No entanto, esta semana, o jornal da comunidade negra "The Voice" reconheceu que o problema é muito sério e que é necessário um debate responsável. Esse jornal referiu que as crianças negras tem uma probabilidade seis vezes maior que as brancas de serem excluídas da escola e uma probabilidade 2 vezes maior de virem a tornar-se desempregados.

A comunidade não branca de Londres já representa 26% do total da população.

O paragrafo seguinte representa um exemplo perfeito da semi-censura politicamente correcta. Vejamos primeiro a versão em "jornalistês":

"Os brancos ainda cometem a maior parte das ofensas em numerosas categorias de crime: 51% no caso de "outros roubos" ("other theft") ; 64% em roubo de propriedade (burglary); 61% das ofensas relacionadas com veículos e 54% da violência contra pessoas. As excepções são o crime de rua, onde 27% dos acusados são brancos e fraude onde representam 36%".

Vejamos agora a tradução em linguagem natural:

Sabendo que os brancos representam 74% da população, deveriam ser responsáveis por 74% do crime no caso dos criminosos terem a mesma probabilidade de ocorrência em todos os grupos étnicos. Em vez disto o que se observa é que os brancos são responsáveis por MENOS 23% do que seria de esperar na categoria "outros roubos", MENOS 10% na categoria roubo de propriedade, MENOS 13% em crimes relacionados com veículos e MENOS 20% na violência contra pessoas. Mais impressionantes são os números para o crime de rua em que os brancos são responsáveis por MENOS 50% do que seria de esperar e fraude onde mais uma vez cometem MENOS 38% do que seria de esperar dada a sua representatividade na população.

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A maioria dos britânicos acha que existem demasiados imigrantes
[The Electronic Telegraph -ISSUE 1977 - 23 de Outubro 2000]

Dois terços dos adultos Britânicos acham que há demasiados imigrantes no país, de acordo com uma sondagem publicada hoje. Um número ainda maior acredita que os que buscam asilo na Inglaterra o fazem porque sentem que o país tem uma atitude "mole" em relação a esta questão.

Segundo Russell Twisk, o Editor da Revista que encomendou o estudo, a sondagem revelou um "generalizado ressentimento contra os imigrantes e os que procuram asilo o que tem implicações preocupantes numa sociedade que se orgulhava da sua tolerância racial" (Os ingleses ?!)

O estudo, no entanto, não pinta um quadro tão sombrio como o que lhe é atribuído. Ele mostra que 5% dos residentes brancos colocariam objecções no caso do seu chefe ser negro ou asiático mas 95% não o fariam.

Mais de 3/4 ficariam felizes se um familiar se casasse com uma pessoa de outra raça. 3% concordam fortemente que não ficariam nada contentes se o seu vizinho fosse um Asiático ou Afro-Caribenho. 80% manifestaram a opinião contrária.

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Líbios atacam imigrantes negros
[Economist - 12 de Outubro de 2000]

"Aviões carregados de corpos, vivos e mortos, voaram de volta para a África Ocidental a partir de Tripoli, depois da pior explosão de violência anti-estrangeiros na Líbia desde a expulsão dos Italianos e dos Judeus no golpe de estado de Muammar Qaddafi em 1969." Começa assim esta noticia do politicamente correcto Economist, que descreve  os acontecimentos que foram ao extremo dos próprios Líbios que tentavam proteger os  imigrantes negros serem ameaçados de verem as suas casas incendiadas pela multidão enfurecida.   Os imigrantes negros, que segundo esta revista, foram injustamente responsabilizados pelo desastre, foram detidos em massa e desapareceram completamente das ruas, estando escondidos nos seus bairros da lata ou em campos aguardando expulsão. Centenas de milhares de imigrantes negros foram carregados, como rebanhos, em camiões e autocarros, conduzidos em comboio até à fronteira com o Niger e o Chad a cerca de 1600Km a sul de Tripoli e largados no deserto.

Alguns Nigerianos atacaram a sua própria embaixada depois dos seus diplomatas se terem recusado a proteger os seus concidadãos sem documentação e que são a maioria.

Segundo o Economist, o sentimento anti-negro já vinha em crescendo desde à algum tempo e foi o "rumor" de que uma rapariga Líbia tinha sido violada por um imigrante negro que fez disparar esta "limpeza étnica".  A certa altura o autor do artigo atribui a atitude dos Líbios ao receio destes de que venham a transformar-se numa minoria no seu próprio país.

Os líbios têm esperança de não só se terem livrado dos imigrantes mas também da odiada política pan-Africana do Coronel Qaddafi. Ainda no mês passado, em frente de 11 líderes africanos, ele pregou fronteiras abertas e uma moeda comum. Os Estados Unidos da África estavam para ser declarados na sua cidade natal de Sirte em Março próximo. Agora vai ser difícil imaginar chefes de estado Africanos com uma grande vontade de se deslocar à Líbia.

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Apelo de Bispo para controlo da imigração apoiado pelo Vaticano
[
The Electronic Telegraph Set. 16, 2000 por Bruce Johnston em Roma]

A Igreja esta a enfrentar "um dos maiores e mais sérios assaltos à Cristandade na história", disse o Cardial Giacomo Biffi perante 200 padres na sua arquidiocese de Bolonha. Segundo disse na quarta-feira "A Italia não é uma terra deserta sem historia ou tradições que possa ser povoada ao acaso."

Estes comentários suscitaram protestos da parte de alguns políticos católicos e de esquerda que sugeriram que as suas posições contrastam com as do Papa, que tem tentado lançar pontes para as outras religiões durante os últimos 22 anos. Mas o Cardial Angelo Sodano, o Secretário de Estado do Vaticano, considerou ontem as palavras do Cardial Biffi "sensatas, muito sensatas," e disse que elas mereciam ser "compreendidas e não distorcidas".

A Igreja Católica Italiana também defendeu o Cardial Biffi, dizendo no seu órgão oficial, "l'Avvenire", que a intenção não era "discriminar na fronteira" mas apenas considerar a questão da compatibilidade sempre que se discutirem quotas de imigração. Os comentários do Cardial Biffi, que incluíram uma exortação aos homens da Igreja para tentar converter os imigrantes já na Itália, formavam parte de uma carta pastoral que ele leu a várias centenas de padres que o aplaudiram no final.

Segundo Biffi, embora a Itália possa admitir quem quiser, ninguém tem o "direito de invasão". Ele chamou a atenção dos políticos para meditar nas suas palavras porque "nem todas as culturas dos recém chegados são a favor da convivência".

Ele disse que tinha recentemente manifestado os mesmos pontos de vista perante um ministro do governo."Eu disse, 'Se você realmente tiver o bem da Itália no coração, e quiser poupar muito sofrimento, então não pode deixar entrar todos os imigrantes'." Ele referiu ter avisado o ministro de que desordens publicas seriam uma das consequências se a imigração não fosse seleccionada com base na religião. Biffi disse ter dito ao ministro: "Estou surpreendido que você ainda não tenha pensado nestas coisas com a devida profundidade".

E acrescentou: "Não sei como é que você vai conseguir manobrar por entre a Sexta-feira como feriado, a poligamia, a discriminação contra as mulheres e o fundamentalismo dos Muçulmanos, para quem a política e a religião são a mesma coisa. Faça as suas contas como deve de ser."

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Imigrantes ilegais africanos desafiam a morte em camiões europeus
[The Sunday Telegraph 25 de Junho de 2000]

Bandos de jovens armados de facas e pés-de-cabra assaltam camiões europeus em Marrocos numa tentativa desesperada e frequentemente fatal de chegar à Europa. Alguns conduzindo "aceleras" tentam saltar para os camiões em movimento. Os camiões ingleses, que vão a Marrocos buscar os produtos de exportação deste país, têxteis e alimentos processados (ex: conservas) são os mais visados porque as pessoas sabem que eles vão mais ao interior da Europa, o que dá mais escolha aos clandestinos. Os responsáveis ingleses começaram a exigir um depósito de £3000 libras (900 contos) a todos os Marroquinos que desejem visitar a Inglaterra.

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Um em cada quatro homens da África do Sul admite ter violado
[Reuters - Joanesburgo 25 de Junho de 2000]

Segundo o Sunday Times, um estudo sobre violência sexual, revelou que 1 em cada quatro homens sul-africanos admitiu ter praticado violações antes dos 18 anos. Oito em cada 10 destes jovens afirmou que as mulheres é que eram responsáveis, três em 10 acham que as mulheres que foram violadas foi porque "estavam mesmo a pedir" e dois em 10 acham que elas gostaram de ser violadas. 10% dos jovens dos sexo masculino acham que as violações em bando (gang rape) são "cool". Do lado das mulheres, uma em cada 3 afirmou ter tido de suportar assédio sexual na escola. O estudo também revelou que 60% dos violadores eram conhecidos pela vítima. O estudo foi efectuado numa amostra de 27,364 jovens de ambos os sexos.

Como é que os nossos sociólogos explicarão isto? É porque são excluídos e discriminados num país em que estão em esmagadora maioria e detêm o poder? Seja como for teremos de nos ir preparando pois este é também o nosso futuro.

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