|
Aos Imigrantes
Fala do homem nascido |
|
|---|---|
| 1 (Chega à boca de cena e diz:) Venho da terra assombrada, do ventre da minha mãe; não pretendo roubar nada nem fazer mal a ninguém. Só quero o que me é devido por me trazerem aqui, que eu nem sequer fui ouvido no acto de que nasci. |
3 Minha barca aparelhada solta o pano rumo ao norte; meu desejo é passaporte para a fronteira fechada. Não há ventos que não prestem nem marés que não convenham, nem forças que me molestem, correntes que me detenham. Quero eu e a Natureza, que a Natureza sou eu, e as forças da Natureza nunca ninguém as venceu.
|
| 2 Trago boca para comer e olhos para desejar. Com lícença, quero passar, tenho pressa de viver. Com licença! Com licença! Que a vida é água a correr. Venho do fundo do tempo; não tenho tempo a perder. |
4 Com licença! Com licença! Que a barca se faz ao mar. Não há poder que me vença. Mesmo morto hei-de passar. Com licença! Com licença! Com rumo à estrela polar. António Gedeão, Teatro do Mundo |
|
|
|
| Que fique bem entendido: Este não é um site contra os imigrantes, entendidos como pessoas e indivíduos. É evidente que reconhecemos que qualquer habitante deste planeta tem o direito de tentar melhorar as suas condições de vida. Se a única forma de isso ser possível é abandonando o seu país natal, então isso é uma opção legítima, que até já foi tomada por muitos portugueses e também pela maior parte dos povos do mundo, numa ou noutra altura da sua história. Por muito que nós, seres humanos, gostemos de nos classificar como criaturas "à parte" no seio da criação, a verdade é que estamos tão sujeitos à maior parte dos constrangimentos da natureza, como os outros seres vivos. Uma das regras mais básicas da natureza é que os recursos são escassos e estão distribuídos de forma desigual. Uma constante da história da humanidade é que as populações com acesso a determinados recursos sempre tentaram defender a sua posição enquanto as que não tinham esse acesso sempre tentaram "arranjar maneira" de o obter. Os últimos tempos têm sido uma excepção, porque as populações das regiões mais "ricas" acham-se (ou acham-nas) na obrigação moral de partilhar os seus recursos com originários das regiões mais "pobres". Achamos isso uma moda tão irrealista como efémera. De qualquer modo, não nos podemos esquecer que uma coisa é não ter recursos, outra, completamente diferente, é não ter a competência de os utilizar de forma que maximize a sua utilidade para a comunidade. A verdade é que, se os que não têm acesso aos recursos têm o direito de o tentar "obter", aqueles que têm esse acesso TAMBÉM TÊM O DIREITO DE O TENTAR PRESERVAR. Por detrás da fronteira fechada de que fala António Gedeão, não existem jardins desertos prontos a ocupar. Existem pessoas, existem culturas, existe uma Civilização, que já à 5000 anos, na pequena cidade de Atenas, tinha atingido um nível civilizacional que a África do ano 2000 não consegue, sequer, imitar. Os recursos da civilização que existe por detrás da fronteira fechada, não lhe caíram do céu. Nem foram concedidos por graça divina. Eles resultaram do esforço de centenas de gerações, do seu trabalho, do seu sacrifício e do seu génio. Aqueles que defendem que a riqueza da civilização da fronteira fechada foi obtida através do roubo das sociedades do homem nascido esquecem-se sempre de explicar porque é que antes do colonialismo a diferença civilizacional entre elas já era abismal e também não mencionam o facto de que os tais recursos que supostamente foram "roubados" são mínimos quando comparados com o que ainda lá existe. Por exemplo, estima-se que as reservas de petróleo de Angola são superiores às de todo o Médio Oriente. Por detrás da fronteira fechada existe a civilização das catedrais, das sinfonias, das epopeias, dos filósofos, dos poetas, dos exploradores, dos cientistas, dos generais. Uma civilização que não tem rigorosamente nada a aprender com as sociedades do homem nascido. Pelo contrário, estas é que teriam muito a aprender se tivessem a humildade, a sensatez, a honestidade e a inteligência de admitir isso. "O Ocidente está vazio, mesmo que ainda não tenha real consciência disso. Uma civilização extraordinariamente inventiva, certamente a única capaz de enfrentar os desafios do terceiro milénio, o Ocidente já não tem alma." - Jean Raspail Não! O Ocidente ainda tem alma! Precisa é ser acordado do coma politicamente correcto em que vastos sectores, movidos por um egoísmo comezinho, e supostamente em nome de grandiosos princípios, o colocaram. Está em risco todo um modelo de sociedade. Nós vivíamos em Paz!
|
|
| Este é um site sobre a desastrada política
de imigração que tem sido seguida nos últimos anos e as suas consequências. Esta
política de "portas escancaradas" é um dos maiores erros da história de
Portugal e este site tenta explicar porquê. É também um site de protesto sobre a forma como tem actuado a nossa triste classe política que tem sido incapaz de fazer prevalecer o interesse de Portugal sobre os interesses dos NEO-NEGREIROS, o poderoso lobby da mão-de-obra barata. Também não poupamos críticas à nossa classe jornalística, que tanto se queixava do lápis azul, e que agora se assume como autêntico instrumento de propaganda de uma certa corrente de opinião, "humanista" e "tolerante" à superfície, mas que na prática apenas tem servido de cobertura à actuação dos neo-negreiros, que enriquecem cada vez mais, enquanto enchem Portugal de miséria do terceiro-mundo. Não escondemos o nosso desprezo pelos SOéSes. Esses grupos que, com o pretexto de combater o "racismo", recebem do estado milhares de contos que esbanjam em campanhas publicitárias estúpidas e inúteis. A única coisa que conseguem é contribuir para que se mantenham abertas as torneiras que alimentam de semi-escravos, os poderosos neo-negreiros da nossa sociedade. A sua actuação desastrada tem conseguido retirar muita da conotação negativa da palavra "racismo". Hoje são cada vez mais os jovens que se assumem abertamente como racistas, com a maior das naturalidades! Este é o grande "TRIUNFO" dos SOéSes! Entretanto crescem as tensões. Aumenta a criminalidade e a violência. Estamos a perder as nossas referências, os nossos valores e a nossa identidade! A ESCRAVATURA FOI O CANCRO QUE MATOU AS CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA. A NEO-ESCRAVATURA VAI DESTRUIR O PORTUGAL EUROPEU! ACHAMOS QUE TEMOS O DIREITO DE TENTAR IMPEDIR ISSO! |
|
|
IMIGRAÇÃO EM PORTUGALREFLEXÕES POLITICAMENTE INCORRECTAS |
||||
| Home | Números | Comparações | Projecções | Consequências | |
| Forum | Reflexões não-PC | Inquérito | Contactos | Links | Legislação |
Armando Pereira 1999.