pt-1485tiny.gif (828 bytes) Home | Demografia | Consequências | Polémicas | Links Imigport2
 

A CAMINHO DA MAIORIA NEGRA

 

Eu moro num bairro dos arredores de Lisboa cercado por barracas de imigrantes do terceiro mundo (e também de nacionais). Às vezes, de manhã quando me atraso um pouco, posso observar os pais a levar os filhos à escola. Um espectáculo que não pára de me surpreender são os cortejos de 7 ou mais crianças todas menores de 10 anos chefiadas por uma mãe africana grávida que não aparenta ter mais de 25 anos.

Quem tem conhecimentos nos hospitais ou nas maternidades sabe certamente das muitas histórias de mulheres africanas que lá aparecem pontualmente todos os 9 meses para dar à luz mais um filho. Perante isto, existe uma pergunta que certamente já passou pela cabeça de muita gente:

" Se isto continuar assim, quando se tornará Portugal um país de maioria negra? "

Não é fácil encontrar os dados para responder a esta pergunta mas é possível fazer uma estimativa educada. É isso que vou tentar fazer a seguir.

O primeiro passo é saber qual a taxa de crescimento das populações não-europeias em Portugal. Infelizmente estes números nunca são divulgados, não sei se por serem desconhecidos ou se por a classe política achar que os portugueses se poderiam assustar com eles. Para contornar isto vou admitir que a taxa de crescimento populacional dos não-europeus aqui é a mesma que nos seus países de origem. Mais à frente explico o porquê de todos os pressupostos que vou utilizar.

A tabela abaixo foi retirada do U.S. Bureau of the Census, International Data Base e contem as projecções desta organização para vários países até ao ano 2050

COMPARACAO DAS TAXAS DE CRESCIMENTO POPULACIONAL

ANOS

ANGOLA

C VERDE

GUINE

S TOME

MOÇAMBIQUE

Media da Ásia

Portugal

Media dos Palop

1990-2000

3,1

1,6

2,4

2,9

3,3

1,675

0

2,66

2000-2010

2,6

1,2

2,2

3,2

2,3

1,375

-0,3

2,3

2010-2020

2,5

1

2

2,9

2

1,15

-0,4

2,08

2020-2030

2,3

0,6

1,7

2,4

1,8

0,825

-0,5

1,76

2030-2040

1,9

0,2

1,4

1,9

1,5

0,575

-0,8

1,38

2040-2050

1,6

-0,2

1,2

1,5

1,3

0,325

-1,1

1,08

 
 

Vou utilizar apenas os valores de Portugal e da média dos palop uma vez que são estes últimos que contribuem com o grosso dos imigrantes de etnia não europeia.

Temos o problema destas projecções acabarem em 2050.

Poderia extrapolar a tabela mas não o vou fazer. Vou antes admitir que, por esta altura, o governo português vai começar a tomar medidas para evitar que o crescimento da população de etnia europeia continue negativo, à semelhança do que já hoje fazem países como a Suécia ou a Holanda. Com estas medidas vou admitir que a taxa de crescimento da população de etnia europeia vai seguir o caminho inverso desde -1.1% até atingir a taxa 0% no ano 2100 e a partir daí ficará constante. É claro que não pode haver discriminação e a população de descendentes de não-europeus irá beneficiar também dessas medidas e portanto será de esperar que a taxa de crescimento dessas populações aumente ainda mais. No entanto, para que não me chamem alarmista, vou admitir que essa taxa ficará constante com o valor que tinha em 2050.

Esta minha hipótese é apresentada no gráfico seguinte. O leitor é livre de formular a sua própria hipótese como explico à frente.

hipot1.jpg (40585 bytes)

 

Quando se tenta "ver" tão longe é evidente que existe uma grande dose de incerteza. No entanto acredito que uma estimativa é sempre melhor que a ignorância absoluta. Pelo menos ajuda a pôr as questões em perspectiva. De qualquer modo o leitor poderá fazer a sua própria estimativa já que poderá fazer o "download" da folha de cálculo que utilizei.

Penso que estes pressupostos são bastante realistas e conservadores pelas seguintes razões:

  • Estou a utilizar taxas de crescimento total que portanto já levam em conta factores como a mortalidade infantil e a perda de habitantes por emigração. Só para dar uma ideia, a taxa de mortalidade infantil nos palop é em média de 93 crianças por cada mil nascimentos. Em Portugal essa taxa é de apenas 7 crianças por 1000 nascimentos. Assim, uma vez que essas populações a viver no nosso país passam a ter acesso a cuidados médicos melhores do que os que tinham no seu país de origem, será de esperar que um número bastante maior de crianças atinja a idade adulta. Outro factor é a taxa de fertilidade. Em media nos palop cada mulher tem 5,74 filhos enquanto em Portugal esse número é de 1.35. No entanto e para que não me acusem de ser alarmista vou utilizar os valores dos seus países de origem sem fazer correcções.

  • Não nos podemos esquecer que programas como o "rendimento mínimo garantido" são acessíveis a estrangeiros e que estes programas efectivamente premeiam a natalidade irresponsável.

  • Outras pessoas poderão argumentar que as premissas que usei já estão ultrapassadas porque a taxa de natalidade em Portugal está a aumentar. Esta noticia causou grande sensação nos média e o governo do "Grande Adiador" achou isso uma excelente desculpa para adiar a reforma da segurança social. Eu a essas pessoas só digo isto: Passe um dia pela maternidade Alfredo da Costa à hora da visita e veja QUEM é que está a contribuir para o aumento da natalidade.

  • Os imigrantes africanos trazem consigo uma mentalidade tipicamente africana que se revela em conceitos como por exemplo o de que o "valor" de um homem se mede pelo número de filhos que tem. E nós portugueses do final do século XX pelos vistos não nos importamos que seja uma superstição africana a definir a paisagem humana de Portugal no século XXI.

  • O espírito de cruzada: Um dia vinha para casa num autocarro no qual se encontrava um grupo de africanos na casa dos 25-30 anos e com "ar" de trabalhar nas obras. Vinham a falar muito alto mas eu não estava a prestar atenção ao que diziam. Até que a certa altura um deles disse -" Épa, isto ainda vai ser nosso". Todos deram a entender que concordavam e um outro afirmou mais alto e virando-se para os outros passageiros: - "A gente ainda vai mandar neste país", e com isto viraram-se todos para os restantes passageiros, que viajavam na parte de trás, lançando um olhar de desafio e insolência que certamente não deixou ninguém indiferente. Poderão argumentar que estou a ser paranóico mas eu acho que está na altura de começarmos a dar a devida atenção a estas coisas. Como é que os descendentes dos africanos poderão alguma vez "mandar nisto" ? Só há uma maneira: Reproduzirem-se muito. Este espírito de cruzada não existirá certamente em todos mas penso que será suficientemente comum para contribuir de forma positiva para que estas populações mantenham uma taxa de natalidade elevada. É a segurança no numero. Não nos esqueçamos que uma das tribos guineenses que mais imigrantes contribui para Portugal é precisamente um tribo guerreira. O seu baixo estatuto social na sociedade portuguesa deve ser para eles um "sapo" particularmente indigesto.

  • Existem pessoas que vivem na fé de que os não-europeus dentro de uma geração já estarão completamente assimilados e terão uma taxa de crescimento populacional semelhante aos europeus. Existem boas razões para suspeitar de que não é isso que vai acontecer. Uma é o exemplo norte-americano. Neste país, descendentes de europeus e de africanos vivem lado a lado há mais de 200 anos e mesmo assim possuem culturas que são distintas em muitos aspectos. Um dos factores que revela isso é precisamente a taxa de crescimento populacional. Aqui não é aplicável a "desculpa" de que provêem de um meio rural com mentalidades africanas tradicionalistas. Os Estados Unidos são uma sociedade de tipo urbano e industrial que já nos anos 60 tinha padrões de consumo e nível de vida que nós só agora estamos a viver. No gráfico seguinte apresento a projecção do US Census para a taxa de crescimento populacional média anual de brancos e negros na sociedade americana até ao ano 2050 (retirado do documento p251130.pdf). Note que a taxa para a população negra no intervalo 1999-2005 é 2,5 vezes maior que a dos brancos.

usa.jpg (34279 bytes)

 
  • Não é preciso ir aos Estados Unidos. Os ciganos vivem junto de nós há quantos séculos? E deixaram-se assimilar? Claro que não, e mantêm uma cultura distinta, cuja diferença se revela entre outras coisas por uma maior taxa de fertilidade.

O próximo passo é saber quantos não-europeus, entre legais, ilegais e já nascidos cá, é que residem no nosso país. Como parece que ninguém sabe exactamente qual é esse número, vou admitir varias hipóteses desde 100 000 (~1% da população) até 1 milhão (~10%).

Depois há que considerar as várias hipótese de imigração:

  • Portas fechadas: Nesta hipótese não entram mais imigrantes de etnia não-europeia.

  • Portas abertas: Continuam a entrar à razão de 10 000 por ano.

  • Portas escancaradas: Continuam a entrar à razão de 20 000 por ano.

E o resultado é este:

port.jpg (35203 bytes)

% da pop. total 2.8 4.6 6.4 8.2 10
Numero de desc. imig. 280 000 460 000 640 000 820 000 1 milhão
 

EXEMPLO: Se admitirmos que o número total de residentes de etnia não-europeia (RENE) neste momento são 460 000 pessoas, isso equivale a 4.6% da população total. Localize este valor no gráfico e imagine uma linha vertical a passar por ele. Nos pontos onde essa linha intercepta as curvas rosa, amarela e azul, imagine uma linha horizontal e observe onde ela toca no eixo dos anos (vertical).

Neste caso e na situação de portas fechadas (linha rosa) a maioria negra é atingida no ano 2205. Com as portas abertas (linha amarela) essa data passa a ser 2133 e com as portas escancaradas (linha azul) 2101.

Mesmo na hipótese das portas fechadas, isto pode parecer muito tempo quando comparado com o tempo de vida de um homem, mas quando comparada com o tempo de vida de um país como Portugal, representa apenas 23% da nossa História. Sensivelmente o dobro do tempo de vida desta republica desastrada.

Gostaria de chamar a atenção para a hipótese do duplo pesadelo, isto é, os RENE já serem 1 milhão e for mantida uma política de portas escancaradas. Nesse caso a maioria negra será atingida dentro de apenas 80 anos! Pessoas que você conhece estarão vivas nesse dia para observar o "espectáculo"!

Porque considerei a hipótese dos RENE já serem 460 000 pessoas? Vejamos:

-Quando se deu a "descolonização exemplar", entre os retornados contavam-se cerca de 90 000 cidadãos portugueses de etnia africana. Muitos deles eram pessoas que mereciam mais o título de portugueses do que muitos compatriotas de pele mais clara. Infelizmente não lhes pudemos dar as melhores condições de acolhimento e em resultado disso a 2ª geração é aquilo que todos nós conhecemos. Mesmo que esta população tivesse crescido, nestes ultimos 24 anos, a metade da taxa de crescimento típica dos PALOP eles agora já serão cerca de 123 000.

-Depois temos os imigrantes posteriores dos quais só os legais são cerca de 80 000. Que entretanto se têm estado a reproduzir por padrões típicamente africanos.

-Finalmente temos os ilegais e os seus filhos. Neste país existe a situação paradoxal de que imigrantes completamente ilegais podem registar os seus filhos como portugueses perfeitamente legais. Quantos ilegais existem? Ainda não tenho conhecimento de que alguma entidade oficial se tivesse atrevido a fornecer uma estimativa. No entanto a julgar pela extensão cada vez maior dos bairros da lata e pelo numero cada vez maior de africanos nos nossos transportes publicos e nas nossas ruas suspeito que existem pelo menos 2.5 ilegais por cada legal. Isto dá o numero de 280 000. Em apenas 3 anos e reproduzindo-se de forma típicamente africana eles já geraram 22944 filhos (mais do que a dimensão do exército português). Somando tudo dá cerca de 426 000 pessoas. Para facilitar a consulta do gráfico utilizei o valor de 460 000. O leitor que utilize o numero que achar mais realista.

Um caso particular que tem de ser tido em conta é o da região de Lisboa e vale do Tejo, não só por ser a mais rica e desenvolvida do país mas também por ser lá que se concentram 70% dos RENE. A população desta região são 2.7 milhões de pessoas (foi o que andaram a dizer na campanha para a regionalização) e as várias hipóteses para a imigração serão agora:

  • Portas fechadas: 0 imigrantes por ano

  • Portas abertas: 70% de 10 000 = 7 000 imigrantes por ano

  • Portas escancaradas: 70% de 20 000 = 14 000 imigrantes por ano

lis.jpg (34609 bytes)

  % da pop. total 2 6.8 11.6 16.4 21.2 26  
Numero de pessoas 54 000 183 000 313 200 442 800 572 400 702 000
 

EXEMPLO: Mantendo a hipótese dos RENE serem 460 000 pessoas, então 70% concentram-se em Lisboa o que faz com que sejam cerca de 12% da população desta região. Na situação de portas fechadas a maioria negra será atingida em 2116. Com as portas abertas já será em 2068 e com as portas escancaradas em 2052. Na pior hipótese, a dos RENE já serem 700 000 pessoas em Lisboa e as portas continuarem escancaradas então a maioria negra será atingida já em 2037!

O nome KOSOVO faz-lhe lembrar alguma coisa?

Uma vez disseram-me que eu, com estas contas, estava apenas a copiar o que os movimentos racistas Alemães e Franceses já fizeram à muito tempo. Eu não tenho nenhuma pretensão de ser original. Como nunca vi estes resultados publicados em lado nenhum, resolvi chegar a eles eu próprio e desde já agradeço que me avisem se detectarem algum erro. De qualquer modo estas pessoas estão-se a esquecer de um pormenor importante. É que a Alemanha tem  82 milhões de habitantes. A França tem 58,8 milhões. O nosso pequeno Portugal tem apenas 9 milhões. Deveria ser evidente que o caso é bastante diferente. Se continuarmos a deixar entrar estrangeiros sem qualquer especie de controlo, especialmente estrangeiros com taxas de fertilidade 5 vezes superiores à nossa, então corremos o risco REAL de ficarmos em minoria na nossa própria terra num espaço de tempo históricamente muito curto.

Repare que a hipótese de os africanos da região de Lisboa já serem 322 000 pode ser confirmada indirectamente. Se eles se reproduzirem como nos seus países de origem (taxa de crescimento populacional de 2.66% ) então só no primeiro ano vão trazer ao mundo cerca de 8565 crianças. Se admitirmos que 40% dessas crianças nasce na maternidade Alfredo da Costa e as restantes nas outras maternidades e hospitais da região de Lisboa e vale do Tejo, então só nessa maternidade nascem em média 9 crianças africanas por dia. Agora terá de ser o leitor a confirmar este valor porque estes dados nunca são divulgados. Tente ver se através dos seus contactos consegue chegar a alguém que trabalhe na referida maternidade e faça-lhe a pergunta. Se a resposta for superior a este numero então deverá suspeitar de uma das seguintes possibilidades:

  • O numero de africanos em Lisboa é superior a 322 000.

  • Os africanos de Lisboa reproduzem-se a uma taxa superior à dos seus países de origem.

  • Uma mistura das duas coisas.

Por incrível que pareça existem "portugueses" que não vêm razão para preocupação com o facto de Portugal se tornar um país de maioria negra dentro de poucas gerações. Eu gostaria de sugerir a esses senhores uma "semaninha" de férias na África do Sul fora das zonas turísticas.

Se for a Luanda e passear pelas ruas da cidade não deixe de reparar num fenómeno curioso. Vai reparar que muitos naturais quando se cruzam consigo aproveitam para cuspir para o chão. Às tantas a curiosidade começa a ser muita e voçe pergunta o porquê de tão curioso habito. E a resposta é a seguinte: "Eles fazem isso para demonstrar o desprezo que sentem pelo branco!"

Sabe que em Angola, um estrangeiro mesmo com residência legalizada, não pode ser proprietario, por exemplo, de um apartamento? E que a polícia de trânsito de Luanda faz tudo o que pode para extorquir dinheiro a um condutor estrangeiro, exigindo os documentos mais incríveis, que num caso chegou ao extremo de pedirem a certidão de óbito?

Sabe que no parlamento angolano chegaram a propor que os bilhetes de identidade trouxessem indicação da raça?

ISTO É QUE É RACISMO, SENHORES!

É por isto que receio tanto a possibilidade de Portugal se transformar num país de maioria negra, porque dessa maneira deixaremos os nossos descendentes à mercê do racismo negro que é a pior forma de racismo que existe no mundo.

PORQUE É O RACISMO DA INFERIORIDADE!     O RACISMO DOS COMPLEXADOS!

Convém lembrar que Portugal já foi um país de maioria negra. Lembra-se como foi que essa situação acabou? É bom que não se esqueça!

Poderá fazer o download da folha de cálculo que usei para chegar a estes resultados. É uma folha muito simples que utiliza apenas as funções mais básicas das folhas de cálculo e que portanto será fácil de compreender e adaptar às hipóteses do leitor. É relativamente extensa porque, como certamente já suspeitou, utiliza uma coluna por cada ano. De qualquer maneira tem incluídas um conjunto de instruções básicas. Faça o download carregando na versão que prefere: Excell  (Mande-me um e_mail se estiver interessado)

pertodesi-6.jpg (9390 bytes)

Hoje na Quinta do Mocho

Brevemente num terreno perto de si!

 

pt-1485tiny.gif (828 bytes)

IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL   

REFLEXÕES POLÍTICAMENTE INCORRECTAS

Home Números  Comparações Projecções Consequências
Forum Reflexões não-PC Inquérito Contactos Links Legislação

A equipa do IMIGPORT 1999